Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Debate nas escolas

Fotos: Marcia Costa / Seeduc – RJ.                                            

Projeto “Graffiti pelo Fim da Violência Doméstica”
Alunos participam de reflexões sobre a Lei Maria da Penha

Depois de levar a oficina “Graffiti pelo fim da violência doméstica” para 34 escolas da rede estadual e discutir com os alunos sobre direitos da mulher e a Lei Maria da Penha, a Rede NAMI Feminista de Arte Urbana encerrou na quinta-feira (07/08) o projeto que ilustrou muros de colégios com mensagens para reflexão sobre o tema.

A cerimônia de encerramento ocorreu na Rua do Lavradio, em frente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. No local, foi grafitado um grande mural para registrar a importância de combate e enfrentamento das situações de violência doméstica, bem como fortalecer as redes de proteção à mulher.

Para a presidente da Rede Nami, Panmela Castro, a ideia é combater a violência doméstica e familiar, repensando a posição da mulher na sociedade, ainda dentro da escola.

- A gente buscou entender o que os jovens pensam sobre a violência doméstica e explicar como funciona a Lei Maria da Penha. Eu fui vítima de violência e, na época, não tinha esta Lei. Hoje, os adolescentes já tem esse conhecimento dentro da escola, podendo levar para outras pessoas. -, disse.

Ao todo, foram grafitados cerca de 650 metros de muros pelos colégios estaduais. Todas as pinturas foram fotografadas e publicadas na fanpage do projeto e, por votação online, o desenho vencedor foi feito pelos alunos do Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral, localizado na Zona Sul do Rio.

Estudantes Júlia Lage e Gabriela Ribas                                     
A aluna do 2º ano do CE Ignácio Azevedo do Amaral, Júlia Lage, de 16 anos, explica que a oficina foi fundamental na unidade escolar.

- No nosso colégio, as mulheres são maioria, mas nem todas têm noção de como agir nesses casos. Essa oficina serve para alertar. -, comentou.

Para a assessora da Diretoria de Integração Educacional da Seeduc, Sueli Ramos, o projeto vai além da luta contra a violência doméstica.

- Essa é uma oportunidade de refletir sobre os direitos humanos como um todo e a escola é o ambiente ideal para essa reflexão. -, destacou.

A oficina
Dividida em etapas e acompanhada, em todos os momentos, por psicólogo ou assistente social, a oficina é iniciada com a apresentação da Lei Maria da Penha aos alunos. Em seguida, são levantados questionamentos para debate. Após as discussões e reflexões, os estudantes passam a conhecer o universo do grafite, registrando, no muro da escola, desenhos e mensagens de combate à violência doméstica e de respeito entre homens e mulheres.

A Rede NAMI
A organização foi criada a partir do projeto “Grafiteira dos amanhã” que realizou oficinas de grafite na Baixada Fluminense para promover a Lei Maria da Penha e a igualdade de direitos entre homens e mulheres. A partir da execução do projeto, pela organização de direitos humanos “Comcausa”, em 2008, o grupo de artistas grafiteiras se interessou cada vez mais pelo ativismo social lançando, finalmente, em 2010, o grupo chamado Rede NAMI.



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