Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

terça-feira, 14 de julho de 2009

Abertura do PNE: descaso com a Educação

A má qualidade sonora da videoconferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados não permitiu o entendimento dos profissionais presentes, no caso do Rio de Janeiro, devido a má qualidade do som, a falta de legendas para apresentação de nomes e também a falta de retorno da empresa responsável em Brasília. A crítica foi feita pela diretora de Relações Públicas da UPPES, Maria Lucia Sardenberg Soares, que representou o sindicato no evento.

A diretora disse que pôde entender uma única frase durante uma hora e meia de apresentação e fez questão de frisá-la mesmo sem saber seu dono: “É preciso que os planos Estaduais e Municipais estejam em sintonia com o plano Nacional”.

A professora pôde destacar a partir desta frase uma incoerência com os planos municipais, estaduais e com o federal. “O plano do Rio já foi discutido e entregue ao estado no primeiro ano de mandato de Sérgio Cabral, mas ainda não foi obtido um retorno do governo. Já os planos municipais têm que estar prontos até 2010, o município que não entregar o plano no prazo estabelecido será punido com uma diminuição na sua verba”, explicou.

Segundo a diretora da UPPES, para acontecer à esperada sintonia dos planos, o federal já precisaria estar pronto, mas, no entanto só começou a ser discutido agora. “A criação do Plano Nacional é um documento importante para que a Educação seja levada a sério, não como uma questão de governo, mas sim de Estado. Somente com o plano, amarram-se todas as metas e estratégias para a próxima década, havendo uma continuidade, independente da mudança de governo”, comentou a diretora.

Ainda, referindo-se às falhas técnicas do evento, a professora Maria Lucia assinalou que “toda essa confusão envolta da abertura das discussões sobre o PNE, nos remete a tecnologia e a educação”.

A dirigente sindical frisou ainda que “Rodrigo Baggio faz uma citação em seu artigo sobre esse tema: “Eficientes, autônomos e solidários são os homens, não as máquinas. Por isso, o valor da informática sempre estará atrelado à nossa capacidade de fazer da tecnologia uma ponte para um mundo mais fraterno. Diante do leque de opções que a tecnologia nos oferece, utilizá-la é estar dentro do mercado, mas com cautela e sabedoria”.

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