Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Jornalistas e o canudo

A decisão do STF de derrubar a exigência do diploma de curso de Jornalismo para o exercício da profissão, causou um clima de revolta entre muitos profissionais, principalmente os formados recentemente. Assunto polêmico, ao bater o martelo o Supremo entendeu (apenas um voto foi contrário à medida) ser o jornalismo uma tarefa mais artística do que técnica e por isso aberta a um maior número de pessoas.
A reação emotiva de alguns jovens jornalistas, conforme registros em Portais especializados como o Comunique-se apenas ressalta o despreparo de muitos, que perdem a oportunidade para realizarem uma análise isenta e profunda do assunto, dando margens a comentários desairosos aos membros do STF, com a utilização de textos muito longe do que se propõe para um bom jornalista.
Tive durante anos a tarefa de orientar jovens jornalistas e estagiários. Informa-los da importância da isenção (o que não significa, quando o contexto pedir, falta de opinião) foi sempre colocado em destaque.
O fim da exigência do diploma não deve ser visto como o fim do mundo.
Há lutas a serem travadas, entre as quais a do preenchimento das vagas públicas da função de jornalista, por meio de concurso público democrático e não por ações entre amigos ou reserva de vagas por partidos políticos. Essa é uma tarefa tão ou mais importante que a da própria luta pelo diploma.

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