Barcelona não é imbatível
e confronto com o Santos
pode provar isso
Equipe espanhola também tem motivos para temer os brasileiros
É inegável que o Barcelona, comandado pelo argentino Messi, seja o time sensação do momento. O toque de bola da equipe chama a atenção de quem gosta de um bom futebol. Mas, também é fato que a equipe espanhola vem jogando junto há muito tempo, permitindo o aperfeiçoamento do conjunto. O futebol brasileiro não fica nada a dever a tudo isso, principalmente, em relação a nossas melhores equipes como o Santos. Nossa maior dificultade tem sido a de reter os principais jogadores. O Santos conseguiu isso com as suas entrelas máximas Neymar e Ganso e também, de certa forma, tem uma base sólida.
O fiasco da Seleção Brasileira de Mano Menezes, na Copa América, pode ter trazido a Ganso e Neymar um maior amadurecimento. Certamente, os dois craques serão mais objetivos na decisão provável com o Barcelona, no domingo dia 18. Trata-se de uma mata-mata e tudo pode ocorrer nos 90 minutos de jogo. Recentemente, o Barcelona ao enfrentar o rival Real Madrid sofreu um certo sufoco no primeiro tempo da partida, com a equipe madrilhenha perdido, no mínimo, duas grandes oportunidades nos pés de sua estrela Cristiano Ronaldo. Isso é o que não poderá ocorrer em relação ao Santos. Certamente, será um jogo em que as oportunidades não poderão ser desperdiçadas.
Quando se fala na maravilha do toque de bola dos jogadores do time espanhol, é preciso se dar um desconto pela excelência do estádios em que a equipe atua. No caso do futebol brasileiro, mesmo nos melhores estádios, o campo é agredido pelo excesso de jogos e montagem de espetáculos fora do âmbito futebolístico, como apresentação de artistas, etc.
Outro fator é que no campeonato espanhol, a anos duas equipes são mantidas na hegemonia: o Real Madrid e o próprio Barcelona. Não há grandes surpresas nesses campeonatos, como também, de certa maneira, ocorre com o italiano e o inglês. Já no Brasil, o nosso longuissimo campeonato é disputado por no mínimo oito times com plenas condições de se sagrarem campeãs antes do início da competição, sem falar em outras que acabam surpreendendo (Figueirense, em 2011).
São estilos diferentes, em termos de experiência futebolística. Se der Santos, não deve ser visto como surpresa, por mais que o futebol do Barcelona venha nos encantando. Antes de tudo seria necessário ver como seria o desempenho de um Barcelona, Real Madrid, Milan, etc, caso participassem de um Campeonato Brasileiro. Ou se fosse o Santos ou outro grande time brasileiro disputando o campeonato espanhol.
Nos anos 60, era comum a excursão de equipes brasileiras a Europa, participando de competições ou amistosos e na ocasião os brasileiros sempre levaram a melhor. O mundo do futebol na atualidade passou a ser gerido pelo aspecto econômico, com as equipes dos maiores centros tendo condições de contratarem os melhores atletas. O Brasil, como a Argentina, ganham por serem duas grandes escolas de futebol. Agora, cabe ao Santos mostrar em que estágio estamos.
Mauricio Figueiredo
Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Dr. Sócrates: um craque além da bola
Falar de craques do futebol brasileiro é algo bastante comum e fácil de se fazer. Com cinco títulos de Campeão Mundial, o país é verdadeiro celeiro de craques. Por isso, não é a habilidade futebolística o mais marcante no Dr. Sócrates que o mundo esportivo perdeu no início do domingo, sem ver o seu Corinthians sagrar-se pentacampeão Brasileiro. A lição do doutor está justamente em ter expandido como poucos a sua área de atuação, não só profissional como pessoal. Há pessoas que se confundem com suas profissões e pouco deixam escapar de outras áreas de suas vidas, como pais, filhos, irmãos, amigos, colegas. Mas não o doutor Sócrates, cujo título tanto pode servir para o seu enorme talento no mundo da bola, como pelo seu envolvimento no mundo da Medicina, mas também da Política e da Cidadania. Idealizador da Democracia Corinthiana — em pleno período da ditadura —, ele mostrava a possibilidade de mostrar a seus pares caminhos e conquistas em um ambiente da liberdade. Fora do esquema do politicamente correto viveu sua vida com a máxima intensidade e lutou pela vida com a máxima dignidade. Não se abateu e não se deixou esmorecer. Na roda de uma mesa esportiva ousou apresentar planos para o futuro e falou de projetos que desenvolveria com os amigos Fagner e Zéca Baleiro. Foi muito mais que um craque de futebol. Foi um craque indignado com a situação geral do Brasil e esperançoso de um futuro melhor para todos os brasileiros. (Recado do Repórter)
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sábado, 19 de novembro de 2011
Zumbi: que feriado é esse?
"Quando fui para África do Sul, me perguntaram como nós brasileiros fomos capazes de criar um modelo de racismo tão sofisticado que a vítima não se sente atingida e o agressor não sabe que agride. Por isso a discussão das cotas é legal. Porque expôs o racismo embutido". A declaração do professor de Ética Carlos Alberto Santos, da Universidade de Brasília ( UnB) é prova cabal de uma situação interna em nosso país, que, pelos mais diversos motivos, grande parte das pessoas, mesmo as letradas, com acesso a estudos, documentos e avaliações, preferem não enxergar o escamotear em nome de uma propensa política racial brasileira que serve de modelo para o mundo.
Mais a dura realidade, como na história infantil do menino da corte que teve a coragem de mostrar a todos que "o rei está nu", o racismo é um forte componente da sociedade brasileira, e a visão vinda da África do Sul também pode ser verificada por muito mais especialistas que estudem a fundo a realidade do negro em nosso país. Aqui o negro é maioria absoluta nas prisões e nos bolsões de miséria, juntando-se à massa da população pobre proveniente do Norte e Nordeste em busca de melhor oportunidade de emprego e melhoria de renda nos grandes centros como São Paulo e Rio. Aos negros marginalizados somam-se os pardos da miscigenação - orgulho nacional - e de alguns poucos brancos que não conseguiram ascender socialmente.
Quando o brasileiro vê o sistema de casta da Índia, no estilo daqueles que não olham o próprio nariz, acreditam que em nosso país não há esse tipo de discriminação. E estão certo, só a força do poderio econômico, do enriquecimento pode fazer que o negro se torne um homem de "alma branca". Embora sejamos a segunda maior nação em número de negros do mundo, só perdendo para a Nigéria, a visibilidade do negro no Brasil é mínima. Quem sintoniza em uma TV por assinatura a transmissão de nossa corte maior, o Supremo Tribunal Federal (STF) se depara com um ministro negro ladeado por seus pares brancos ou quando muito amorenados. Tal fato ocorre em diversos outros segmentos do estrato social, tais como, as igrejas, partidos políticos, universidades, magistério (principalmente o de nível superior), medicina, direito, meios de comunicação (em especial a televisão) e demais profissões consideradas nobres. O espaço cativo do negro tem sido o samba, o futebol e a mão de obra barata do mercado de trabalho (em especial a informalidade e o mundo produtivo da marginalidade).
De acordo com várias pesquisas, um jovem branco de 25 anos tem, em média, mais 2,3 anos de estudo que um jovem negro da mesma idade, e essa intensidade da discriminação racial é a mesma vivida pelos pais desses jovens – a mesma observada entre seus avós. Isso também ocorrem em relação a renda, na qual um trabalhador negro percebe remuneração inferior a um branco com o mesmo nível de escolaridade.
A desigualdade racial brasileira, marcada pela exclusão social, foi objeto de recriminação por entidades internacionais, quando praticamente exigiu-se providências do governo brasileiro em relação ao assunto. A partir daí surgiram alguns projetos de lei no Congresso Nacional, destacando-se também a implantação nas universidades das ações afirmativas para os negros.
O feriado de Zumbi - 20 de novembro - desse modo se incorpora a tentativa de se colocar um representante negro no panteon dos grandes heróis nacionais. Mas para muitos, a luta de Palmares nada tem a ver com o Brasil embranquecido por anos e anos por práticas racistas tão bem observada por comentaristas da África do Sul, ao citarem a sutileza de nosso "apartheid".
Conforme escreveu o antropólogo Darcy Ribeiro, "Palmares podia ganhar e ganhou mil batalhas sem consolidar jamais sua vitória - dada a inviabilidade histórica de um socialismo extemporâneo. Mas não podia perder nenhuma. Perdeu".
E ainda hoje, que perde é o próprio Brasil ao não enxergar em seu racismo o eixo perverso de todas as suas mazela: Do Oiapoque ao Chuí passando pelo enigmático mundo da Rocinha carioca, a partir de nossa população pobre da qual o negro é a grande matriz.
Bandeira do Brasil, ninguém te manchará
Após a proclamação da República no Brasil, no ano de 1889, criou-se uma nova bandeira para representar a nova fase da história brasileira. A bandeira do Brasil Império (1822-1889) foi substituída pelo projeto de Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, mas a inspiração dos autores para produção da nova bandeira continuava sendo a bandeira do período imperial desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret. Já o Hino à Bandeira brasileira apareceu pela primeira vez em 1906, com letra do poeta Olavo Bilac e música de Francisco Braga. O início da letra diz: "Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!"
A Bandeira brasileira também é exaltada em um hino do Exército "Fibra de Herói", com letra de Teófilo de Barros Filho e música do maestro Guerra Peixe. Um trecho da letra diz:
" Bandeira do Brasil
Ninguém te manchará
Teu povo varonil
Isso não consentirá
Bandeira idolatrada
Altiva a tremular
Onde a liberdade
É mais uma estrela
A brilhar"
terça-feira, 15 de novembro de 2011
República: Deodoro perdeu a paciência
No dia 14 de novembro, o Marechal Deodoro estava muito mal de saúde. Muitos temiam pela sua morte. Benjamin Constant inclusive depois de visitar o velho marechal declarou que se ele não amanhecesse vivo o golpe da República iria por terra. Deodoro era o único em condições de fazer a Proclamação sem gerar um racha no Exército.
O velhinho, no entanto, acordou firme e lépido no 15 de novembro, embora tivesse passado muito mal à noite, surpreendendo Quintino Bocaiúva e Benjamin Constant que foram visitá-lo nas primeira shoras da manhã. A Casa de Deodoro fica alí na Praça da República (perto do Campo de Santana) na quase esquina com a Presidente Vargas. Dalí, o marechal partiu de carro (sua condição de saúde não permitia que montasse a cavalo, como aprendemos nos textos heróicos em nossas escolas) rumo ao Palácio do Exército (é aquele prédio imponente nas proximidades da Central do Brasil, conhecido por quem mora ou conhece bem o Rio de Janeiro). A distância é bem curta. Deodoro, Quintino e Benjamin foram ao encontro da tropa que se descolara de São Cristóvão.
O objetivo de Deodoro era o de depor o Gabinete Ouro Preto. É bom não esquecer que o marechal tinha um grande apreço pelo Imperador Pedro II. Tanto que ao chegar ao Palácio do Exército resolveu subir em um cavalo e tirando o boné deu um "viva o imperador!", mas seu grito enfraquecido foi logo abafado pelas salvas de artilharia, com disparos ordenados por Benjamin Constant.
Ainda enfraquecido pelo seu mau estado de saúde, Deodoro ao entrar no quartel-General procurou de imediato o Visconde de Ouro Preto, a quem queria derrubar do cargo. Ao encontrá-lo noticiou que o mesmo estava demitido sob a acusação de perseguir os oficiais ou mesmo de dissolver o Exército. O bate boca foi áspero, com Deodoro dizendo que tinha sacrificado sua saúde nos pântanos do Paraguai em benefício da pátria.
A resposta de Ouro Preto foi a gota d'água para a derrubada do Império: __ Maior sacrifício, general, estou fazendo, ouvindo-o falar.
O tempo fechou e Deodoro ordenou a prisão de todo Gabinete.
A derrubada do Gabinete Ouro Preto, contudo, não significou a Proclamação da República. Ainda, à noite, de volta a casa Deodoro continuava em cima do muro, embora pressionado por Benjamin Constant a tomar uma decisão. Isso só ocorreu quendo recebeu notícias de que Pedro II convocara Silveira Martins para organizar o novo Gabinete. Ora Silveira Martins, hoje uma rua da zona sul do Rio, era nada menos que um dos maiores inimigos de Deodoro. O marechal perdeu a paciência e o Imperador Dom Pedro II dançou de vez.
Artigo publicado na www.agenciareporterdigital.com.br
sábado, 5 de novembro de 2011
O crescimento das milícias
Os governantes abandonaram a educação pública e o ensino privado ocupou o espaço, principalmente, no ensino superior e nos níveis anteriores voltados para a classe média. Abandonaram a saúde e proliferaram clínicas, hospitais e planos de saúde privados. Por isso, com o abandono da segurança, o surgimento das milícias - que se espalham pelo território nacional - é algo mais do que previsível.
A raiz de tudo isso está nos baixos salários que o poder público oferece a seus servidores - professores, médicos, policiais, entre outros -, obrigando o profissional a se desdobrar em mais de uma atividade na tentativa de aumento de renda. No caso dos policiais, nem sempre o caminho se volta para atividades lícitas e o problema também se agrava pela má qualidade dos cursos de formação da Polícia Militar, com os efetivos não recebendo a preparação adequada tanto em termos de duração do aprendizado, como da especificidade do serviço a ser executado.
O efetivo aumenta a cada ano, com a convocação de concursos, quando ao mesmo tempo cresce o número de profissionais expulsos ou condenados devido a conduta inadequada no exercício da profissão. A Polícia - em especial a Militar - passa a não ter o nível técnico e intelectual desejável para a atuação em um Estado democrático.
A estratégia do poder público, como no Rio de Janeiro, é a da criação de Unidades Pacificadoras que se multiplicam nas áreas empobrecidas da cidade. Um remédio que apenas ameniza os efeitos da grave doença que toma conta de todo tecido social. (RECADO DO REPÓRTER)
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Lambança
Antes pegar ônibus era uma moleza... A gente identificava as
linhas pelas cores diferentes de cada uma. Cores alegres,
parecendo alegorias de escolas de samba. Agora - como tudo
funcionava bem - um gênio resolveu que todas linhas da zona
norte devem ser pintadas iguais de um verde cor
desbotada. Confunde as pessoas que não sabem ler e
também os que possuem problema de visão... Os anarquistas
estão certos: "se tem governo
sou contra". Só fazem lambança.
linhas pelas cores diferentes de cada uma. Cores alegres,
parecendo alegorias de escolas de samba. Agora - como tudo
funcionava bem - um gênio resolveu que todas linhas da zona
norte devem ser pintadas iguais de um verde cor
desbotada. Confunde as pessoas que não sabem ler e
também os que possuem problema de visão... Os anarquistas
estão certos: "se tem governo
sou contra". Só fazem lambança.
Hotel das Estrelas
Feriado de 2 de Maio - Jards Macalé na vitrola: "Dessa janela
sozinha. Olhar a cidade me acalma. Estrela vulgar a vagar.
Rio e também posso chorar..." (Jards Macalé-Duda) - No
Hotel das Estrelas o pensamento voltado a todos os queridos
que já se foram...
Problemas no trabalho
"Não estou aguentando mais as reclamações da montoeira de chefes no meu trabalho. Estou para explodir e acabar largando tudo. Só não fiz isso ainda porque dependo do salário e não tenho nada em vista. Não sei o que fazer?" (Paulo D. Cancela - Nova Iguaçu)
Resposta - Paulo trabalho sempre é problema. Possivelmente você seja um cara novo, com pouca experiência no mercado de trabalho. Por isso, mais tarde verá que tudo servirá de
aprendizado tanto para o local em que já atua ou até mesmo para um outro no futuro ou até mesmo para um empreendimento pessoal... Vá com calma... Muitos podem te aconselhar a chutar o balde. Isso, no entanto, seria válido se você tivesse outra fonte de renda (mesada dos pais, poupança, etc). Mas, como você mesmo diz o salário atual é necessário e não há nenhum outro em vista. Se a insatisfação não tiver solução, o jeito é que você aos poucos vá sondando outras oportunidades. Quem sabe um concurso público?
Como diz a canção do Paulinho da Viola "Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar". Boa sorte
Resposta - Paulo trabalho sempre é problema. Possivelmente você seja um cara novo, com pouca experiência no mercado de trabalho. Por isso, mais tarde verá que tudo servirá de
aprendizado tanto para o local em que já atua ou até mesmo para um outro no futuro ou até mesmo para um empreendimento pessoal... Vá com calma... Muitos podem te aconselhar a chutar o balde. Isso, no entanto, seria válido se você tivesse outra fonte de renda (mesada dos pais, poupança, etc). Mas, como você mesmo diz o salário atual é necessário e não há nenhum outro em vista. Se a insatisfação não tiver solução, o jeito é que você aos poucos vá sondando outras oportunidades. Quem sabe um concurso público?
Como diz a canção do Paulinho da Viola "Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar". Boa sorte
sábado, 22 de outubro de 2011
Filosofia Prática e a Prática da Filosofia
Livro é oportunidade para se pensar de
forma global e consistente
O livro "Filosofia Prática e a Prática da Filosofia – Guia de Estudo para o Ensino Médio", do professor Antônio Bonifácio Rodrigues de Sousa, será lançado no dia 28 de outubro, sexta-feira, a partir das 15h30, na Livraria Paulus, Rua México, 111b, Castelo, no Centro do Rio. A obra foi concebida pelo autor com base em sua experiência pedagógica, com o intuito de divulgar a educação filosófica, ética e cidadã não somente aos estudantes, mas também ao grande público. São 157 páginas e o preço proposto pela editora é de R$ 15.
O autor propõe um plano de voo filosófico para aqueles que precisam ou desejam conhecer os fundamentos do vasto mundo da Filosofia sistemática. Serve também como ferramenta para todos os que queiram estimular sua curiosidade, consciência crítica e visão global da realidade, de forma a alcançar um modo de vida mais autêntico, leve e feliz. É também de sua autoria o livro “Ética e Cidadania na Educação”, igualmente publicado pela Editora Paulus.www.agenciareporterdigital.com.br
sábado, 15 de outubro de 2011
Magistério: profissão do abandono
Em qualquer época da História da Humanidade, a Educação tem feito a diferença entre os povos. Em seu sentido amplo ela significa a garantia plena de cidadania à população. No mundo moderno há muitos exemplos da importância da Educação, desde a disputa na Guerra Fria entre a antiga União Soviética e os Estados Unidos, tando na corrida armamentista como na corrida espacial. Ao ver que a América do Norte estava sendo superada pelo rival, o então presidente Kennedy cobrou dos auxiliares a ampla reforma do sistema educacional norte-americano e se comprometeu em colocar o mais breve possível um homem na Lua. Outros países fazem da educação a base de sua arrancada para o desenvolvimento. O exemplo clássico é o do Japão, destruído na II Guerra Mundial por duas bombas atômicas e pelos bombardeios incessantes em Tóquio e outras cidades, que fez da Educação a mola propulsora para dar a volta por cima.
Também em épocas mais recentes há o exemplo dos Tigres Asiáticos, em particular, a Coreia do Sul, país há poucos anos em condições inferiorizadas em comparação ao Brasil, mas que o ultrapassou em termos educacionais. Mesmo o Chile, que possui Educação de melhor qualidade que a brasileira, vive grande efervescência estudantil com apoio da população com manifestações de rua em defesa da educação de qualidade. No Brasil, estamos muito longe de fazermos da Educação uma bandeira exigindo-se dos governantes que ela figure como prioridade.
Um dos motivos do caos da educação brasileira está justamente no abandono do magistério como profissão. Ele que deveria ser carreira de ponta no processo de desenvolvimento e crescimento sustentável do país é colocado como profissão de segunda categoria. Nos vestibulares as carreiras ligadas ao magistério são as de mais baixa procura e registram as médias mais baixas entre os classificados. Em termos salariais o magistério figura entre as profissões de salários mais baixos, fazendo com que seja elevada a evasão de profissionais da área.
Nos discursos, o magistério sempre foi destacado por muitos governantes. Dom Pedro II, o imperador, dizia que gostaria de ser "mestre escola" caso não fosse monarca. Getúlio Vargas exaltou a figura do professor alegando que a "educação é matéria de salvação nacional", mas de verdade, a educação nunca conseguiu ser — de fato — colocada como instrumento de transformação nacional.
Fazer da Educação — com a valorização do magistério — continua sendo o grande desafio para o Brasil do século XXI.
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