Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Bond: Viva e Deixe Morrer

Com mais de 100 milhões de livros vendidos no mundo, além de dezenas de filmes - sucessos frequentes de bilheteria - James Bond, o maior agente secreto de todos os tempos, criação imortal de Ian Lancaster Fleming, é o mais novo alvo do politicamente correto. Beberrão inveterado, fumante assíduo e, principalmente, viciado em sexo, o agente vem sendo criticado por seu comportamento e por tabela apontado como impotente devido a vida desregrada.

O personagem foi criado por Ian Fleming (28 de maio de 1908-a 12 de agosto de 1964) que era um oficial da Inteligênica Naval do Reino Unido e jornalista e escritor britânico. O escritor nasceu em uma família rica conectada com o banco mercante Robert Fleming & Co.; seu pai era um membro do parlamento de Henley de 1910 até sua morte em 1917 na Frente Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial. Educado no Eton College, na Real Academia Militar de Sandhurst e nas universidades de Munique e Genebra, Fleming teve vários empregos antes de começar a escrever.

O sucesso de Bond é tido pelo fato de ser um herói de carne e osso, embora suas muitas aventuras repletas de episódios inverossímeis que, no entanto, não diminuem o charme e a admiração de seus admiradores em todo o mundo. Fleming aproveitou sua experiência na Inteligência Naval Britânica, justamente para passar credibilidade às suas histórias, fazendo diluir o glamour das fantasias.
Para muitos o gênero policial e de aventuras é colocado como uma área menor da Literatura, mas tal fato não impediu que Fleming,  em 2008, fosse colocado pelo The Times na décima-quarta posição em sua lista dos "50 Maiores Escritores de Língua Inglesa de todos os tempos".

Como seu personagem, o escritor fumava e bebia muito, sofrendo de doença do coração, tendo morrido em 1964, aos 56 anos, de um ataque cardíaco. Ele foi casado com Ann Geraldine Charteris, divorciado do segundo Visconde de Rothermere, em virtude da paixão pelo escritor.
No cinema, muitos atores interpretaram o famoso agente secreto que, entre outros atributos tinha autorização de matar em nome de sua Majestade. O mais célebre deles - o primeiro a interpretar o papel - foi Sean Connery.

Mas, um título que resume a atual onda negativa contra Mr. Bond é o Live and Let Die, com Sir Roger Moore, que recebeu em português o título de "Viva e Deixe Morrer", uma sugestão tão difícil no mundo atual em que muitos querem controlar a vida de muitos outros.




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