Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ronaldinho Gaúcho: a arte da invenção

                                                 
                      Muita gente já falou e escreveu sobre o magistral Santos e Flamengo jogado na quarta-feira (27 de julho) naquela Vila famosa. Como um casado e solteiros as duas equipes entraram em campo, como se combinassem apenas fazerem um confronto, no qual a palavra de ordem fosse a diversão. O espetáculo foi belo porque o que prevaleceu foi a arte de jogar futebol e não o de se visar a canela dos adversários. Com isso o futebol de todos cresceu. Alguns afoitos falam em falha das defesas. Mas, não é isso que vem ao caso. Quando se tem pela frente craques iluminados, livres para jogar o futebol, é fatal que alguns erros aconteçam. O que se viu foram dois times sem medo de ser felizes. O Santos de saída marcou três gols, logo no início do primeiro tempo. O normal, o comum, o habitual o que estamos cansados de ver, seria o Flamengo recuar e armar um ferrolho com o objetivo de evitar a inevitável goleada que muitos já vislumbraram.
                     
                     Mas, como nos velhos tempos do Santos de Pelé e de Garrincha do Botafogo, o compromisso dos atletas era com o espetáculo. Era com a brincadeira de jogar bola. E em noite iluminada, o Flamengo não melou o espetáculo. Pelo contrário, inventou de partir para cima com o objetivo de reverter o marcador que lhe era desfavorárel.

                     Essa lição do futebol é também uma lição de vida. Mostra a importância de não sentirmos a derrota, quando há ainda possibilidade de se mudar a situação.

                     Há dois lances memoráveis no espetáculo: Neymar, no estilo Pelé, driblando vários adversários para marcar o seu gol de placa.

                     Contudo, a perfeita tradução do jogo foi a falta cobrada por Ronaldinho Gaúcho. 99% dos jogadores fariam a jogada tradicional de procurar encobrir a barreira e dar um efeito na bola para que ela entrasse em um ângulo indefensável para o goleiro. Mas, na quarta-feira, os deuses do futebol estavam em busca do diferente, do criativo, do incomum. Ele simplesmente rolou a bola por baixo da barreira que, como marionetes, saltava para tentar impedir a passagem de uma bola invísivel que vinha pelo alto. Mas, enganando a todos a bola correu rasteira pela grama por baixo de todo mundo, estufando a rede santista. Foi uma jogada que ele já tinha feito no Barcelona e aproveitou a ocasião exata para repetí-la.

                     A arte da invenção é um exemplo para todos nós, que muitas vezes continuamos presos a rotina de sempre em nossas vidas: no amor, na política, na família, nas amizades, repetindo sempre as velhas e desgastadas jogadas, quase sempre marcadas por carrinhos desleais na canela do próximo; em jogadas de esperteza nos atirando ao chão com o objetivo de cavarmos pênalti a nosso favor, iludindo o juiz.

                     E a vida só nós pede uma jogada simples, que por isso mesmo pode fazer aflorar toda nossa genialidade.

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Movimento pede transparência com gastos da Copa

Marcha por uma
Copa do Povo

Atividade acontecerá no Largo do
Machado,dia 30 de julho a partir das 10h

“Você pensa que a Copa é nossa?” – essa é a pergunta proposta pelo Comitê Popular Rio da Copa e das Olimpíadas. O objetivo é fazer a população refletir sobre as mudanças que já vem acontecendo em todo o país devido aos eventos esportivos de 2014 e 2016.

Além dessa, existem muitas outras perguntas: para quem são direcionados os benefícios desses grandes eventos?; o conjunto da população terá acesso a esse benefícios ou os grandes empresários do esporte, da especulação imobiliária e de diversas outras áreas lucrarão?; as contas e os orçamentos das grandes obras chegarão à população brasileira? A partir desses questionamentos, o Comitê pretende incentivar o debate entre o povo brasileiro. Trata-se de um convite à luta por direitos, como no caso das remoções que tem ocorrido em toda a cidade do Rio, em nome de obras como a Transcarioca.

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) tem feito diversas exigências ao Brasil para a realização da Copa do Mundo. Uma delas, por exemplo, é o fim da meia entrada para venda dos ingressos dos jogos. O Congresso Nacional flexibilizou a Lei de Licitações no Brasil com o objetivo de “acelerar as obras da Copa”. A iniciativa dá margem a eventuais negociatas com empresas, e ao superfaturamento do orçamento. É emblemático que tenha ocorrido na mesma semana em que se divulgou que a FIFA envia “sugestões” de empresas às cidades sede da Copa. A mesma FIFA que foi vítima, no último mês, de seguidas denúncias de compra de votos e de corrupção.

O humorista Marcelo Adnet fez, na semana passada, um vídeo satirizando o comportamento da FIFA nas cidades-sede de Copas do Mundo. A música é uma paródia do grupo de funk Avassaladores. Na letra, Adnet fala sobre os “segredinhos” escondidos pela FIFA e pela CBF para enriquecer seus dirigentes. Veja o vídeo AQUI.

Diante das tentativas claras de impedir a população de ter acesso às informações sobre as obras realizadas nos estádios e do silêncio da mídia corporativa com relação às remoções, o Comitê está organizando um ato por uma Copa do Povo. A atividade acontecerá no Largo do Machado,dia 30 de julho a partir das 10h, indo em direção à Marina da Glória.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sepe: professores tentam negociar com governo

Antes da liderança do movimento grevista comandado pelo Sepe ser recebida pelos secretários de Educação, Wilson Risolia, e Planejamento, Sérgio Ruy, um grupo de professores,  cansado de esperar proposta significativa do governo às reivindicações da categoria, invadiu o quinto andar da secretaria no Centro do Rio, onde fica o gabinete do secretário Risolia, mas foi expulso do local pela PM, que utilizou gás de pimenta para reprimir os manifestantes. Com o fracasso das negociações que serão retomadas na quinta-feira, 14, os professores decidiram manter a greve que já dura 35 dias e montar acampamento em frente ao local.

O encontro dos dirigentes do Sepe foi com os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, e de Planejamento, Sérgio Ruy, e diante do insucesso deverá contar na quinta-feira com a presença do secretário estadual de Governo, Wilson Carlos. O coordenador geral do Sepe, Danilo Serafim, disse que a reunião não surtiu qualquer resultado e o secretário Wilson Risolia, disse em nota que está "aberto à negociação e ao entendimento", sendo esta a quarta vez que recebia o sindicato.

Os dirigentes do Sepe cobram reajuste emergencial de 26%, incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015), e descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos.

A próxima assembleia dos profissionais de educação será nesta sexta, dia 15, às 14h, no Clube Municipal, na Tijuca. Em seu site, o sindicato registrou que "enquanto a audiência ocorria hoje na Seeduc", centenas de profissionais faziam manifestação na rua em frente ao prédio da Seeduc. No momento da ocupação, PMs do Batalhão de Choque chegaram a jogar gás de pimenta nos educadores.
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Sepe: professores tentam negociar com governo

Antres da liderança do movimento grevista comandado pelo Sepe ser recebida pelos secretários de Educação, Wilson Risolia, e Planejamento, Sérgio Ruy, um grupo de professores,  cansado de esperar proposta significativa do governo às reivindicações da categoria, invadiu o quinto andar da secretaria no Centro do Rio, onde fica o gabinete do secretário Risolia, mas foi expulso do local pela PM, que utilizou gás de pimenta para reprimir os manifestantes. Com o fracasso das negociações que serão retomadas na quinta-feira, 14, os professores decidiram manter a greve que já dura 35 dias e montar acampamento em frente ao local.

O encontro dos dirigentes do Sepe foi com os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, e de Planejamento, Sérgio Ruy, e diante do insucesso deverá contar na quinta-feira com a presença do secretário estadual de Governo, Wilson Carlos. O coordenador geral do Sepe, Danilo Serafim, disse que a reunião não surtiu qualquer resultado e o secretário Wilson Risolia, disse em nota que está "aberto à negociação e ao entendimento", sendo esta a quarta vez que recebia o sindicato.

Os dirigentes do Sepe cobram reajuste emergencial de 26%, incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015), e descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos.

A próxima assembleia dos profissionais de educação será nesta sexta, dia 15, às 14h, no Clube Municipal, na Tijuca. Em seu site, o sindicato registrou que "enquanto a audiência ocorria hoje na Seeduc", centenas de profissionais faziam manifestação na rua em frente ao prédio da Seeduc. No momento da ocupação, PMs do Batalhão de Choque chegaram a jogar gás de pimenta nos educadores.
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sábado, 9 de julho de 2011

Cabral: "Eu hoje vou mudar minha conduta"

Ano passado foi o ano do centenário de nascimento de Noel Rosa. O governador Sérgio Cabral, cujo pai é jornalista e crítico musical, certamente, como milhares e milhares de sua geração, cresceram embalados pela música e versos de Noel, na voz de Araci de Almeida ou qualquer outra musa que colocava o poeta da Vila em seu repertório. Por isso, em sua mente deve ter ficado os versos "Hoje eu vou mudar minha conduta. Eu vou pra luta, pra poder me modificar".

Mudar a conduta, querer se modificar é sempre um gesto louvável. Mas no caso do governador Cabral essa modificação, talvez, venha em hora tardia. Como ele mesmo reconheceu houve excesso de sua parte no episódio com os bombeiros, quando classificou os rebelados como vândalos. Há quem ache ter ele perdido dividendos políticos, enquanto outros afirmam que o "povão" não está muito ligado para esses melindres e não há nada que uma boa obra de efeito visual não volte a melhorar a imagem do governador.

O grande fato é que nessa mudança de conduta, as coisas ficam meio difíceis, quando surge a grave denúncia de que Cabral tenha beneficiado o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, recordista em obras públicas no estado, através de contratos. Na rádio CBN (29 de junho), o governador declarou que nãot omou "qualquer decisão que envolva dinheiro público por conta de amizades pessoais", mas propôs a adoção de um código de conduta para ele próprio cumprir, assinalando que "quero assumir o compromisso de rever minha conduta".

A questão a ser melhor explicada, no entanto, é o fato de o governo estadual já ter, nos últimos quatro anos, concedido benefícios fiscais que somam 50 bilhões de reais, enquanto o estado alega dificuldades para melhorar os salários dos servidores públicos, entre os quais, médicos, professores e profissionais da área de segurança, como os bombeiros, que após um movimento reivindicatório que culminou com a própria invasão do quartel central da corporação acabaram conseguindo a antecipação das parcelas referentes aos meses de agosto a dezembro do reajuste salarial de 5,58%, junto com os policiais e agentes penitenciários, sem, no entanto, conseguirem a aprovação da emenda que propunha um piso salaria maior. Na mesma situação estão os professores que emplacam greve de mais de dois meses.

Só a Delta do "amigo" Cavendish obteve desde 2007, contratos no estado que chegam a 1 bilhão de reais, sendo que 58,7 milhões conseguidos no primeiro semestre deste ano com dispensa de licitação. O empresário Eike Batista, por sua vez (outra amizade de Cabral), recebeu 75 milhões de reais em incentivos fiscais para as suas empresas, desde o início da gestão de Cabral, em 2007. O deputado Marcelo Freixo (Psol) dencuncia que Eike doou 750 mil reais para a campanha de Cabral, ou seja, 1 do que deixou de pagar em impostos.

Nem a ex-mulher de Cabral, Adriana Ancelmo escapou das relações consideradas estranhas no âmbito do governo do Estado do Rio. O escritório de advocacia Coelho, Ancelmo & Dourado, do qual a ex-primeira-dama, é sócia-proprietária, conseguiu para quatro clientes (Metrô, Supervia, Telemar e Facility) benefícios fiscais de 1 bilhão.

Por outro lado, os professores aposentados, com direito ao pagamento de R$ 5 mil, determinado pela Justiça, receberam proposta do Rioprevidência para assinarem, quase que obrigatoriamente, a renúncia ao dinheiro a que tem direito, aceitando o recebimento de R$ 1.600 para quitação definitiva da dívida. Na base do pegar ou largar, os velhinhos que já foram a bandeira eleitoral de Cabral terão de aceitar o "estranho acordo" ou quem sabe amargarem mais 14 anos a espera de uma nova decisão judicial.

É, pelo visto, o governador precisa ouvir muito Noel Rosa.

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domingo, 26 de junho de 2011

Educação perde ministro Paulo Renato

 
O grande legado do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, que morreu no sábado à noite, aos 65 anos, vítima de enfarte fulminante, foi o de durante o governo Fernando Henrique ter praticamente assegurado a obrigatoriedade da matrícula na rede escola de todas as crianças brasileiras. O salto quantitativo, conforme admitia o próprio ministro, com quem este repórter teve oportunidade de conversar na redação da Folha Dirigida, onde trabalhava, seria o de elevar a qualidade de nosso ensino. Essa difícil meta continua sendo o grande desafio para professores e responsáveis pela educação brasileira. 
 
Formado em economia, Paulo Renato foi ministro da Educação durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 2002. Ele foi o criador do Enem e do Saeb, cujo objetivo é o de avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros. Atuou, também, como gerente de Operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, e como secretário da Educação do Estado de São Paulo, entre 1984 e 1986. Ainda na área educacional, foi secretário estadual de Educação de São Paulo, entre 1984 e 1986, no governo Franco Montoro. Já de 1987 a 1991 ocupou o cargo de reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
 
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sábado, 25 de junho de 2011

Educação: uma calça azul e desbotada

                                                                       
Para a leitora Bruna Santos

Houve um tempo em que a escola pública brasileira era movida por quadro negro, apagador e giz. Esse era o máximo da tecnologia educacional. Era o bastante para a formação de excelentes estudantes sob o comando de magistrais professores. Essa era a época em que a escola pública fazia a diferença e pejorativamente, em alguns casos, injustamente, o ensino privado era apelidado de "PPP" (Papai pagou passou).

A rede escolar pública, sobretudo no que hoje entendemos como segundo segmento do nível fundamental (antigo ginasial) e ensino médio (científicou ou clássico), no entanto, era constituída por um pequeno número de estabelecimentos de ensino. Acontece que no Rio de Janeiro e Brasil do século passado, o caminho natural das crianças e jovens das famílias pobres era ao fim do antigo curso primário (quatro a cinco anos de escolaridade) partir para o mercado de trabalho. As vagas do ginasial e científico eram disputadas arduamente por meio de concursos de admissão.

Resultado: os alunos dos colégios públicos estaduais eram, com essa filtragem, de nível elevado. Idem os professores — que por serem em pequeno número — eram altamente selecionados. As antigas escolas normais, comandada pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro eram ilhas de excelência, com a garantia de acesso imediato ao mercado de trabalho ao término do curso. Ou seja, ingressar na escola normal garantia, de imediato, a menina sua vaga na rede de escolas estaduais, como funcionária pública. O Brasil, por sua vez, possuia um elevado número de analfabetos e grande concentração de sua população no campo.

Uma poesia de Drummond de Andrade serve de exemplo desse quadro: "Estou sozinho nessa cidade de dois milhões de habitantes". Hoje o Rio com seu entorno, incluindo a Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo, etc, forma um conglomerado humano de milhões e milhões de pessoas.

Que esse crescimento vertiginoso das cidades acarretou queda da qualidade de vida é inegável. Por sua vez, o poder público pressionado expandiu desordenadamente a rede de escolas públicas. Houve um período de falta de professores, com o surgimento das professorandas (alunas das escolas normais chamadas a dar aulas sem ainda estarem formadas). As imponentes escolas públicas do passado passaram a se juntar construções de blocos escolares construídos à toque de caixa, sem o cuidado necessário. As escolas passaram a figurar como verdadeiros depósitos de estudantes, iniciando a queda da qualidade do ensino.

Com o golpe militar, várias regalias foram abolidas, sendo a principal delas o acesso direto das alunas das escolas normais ao mercado de trabalho como funcionárias públicas. Estabeleceu-se o concurso para o magistério, com o intuito de recrutar em massa novos professores. A qualidade na formação dos professores foi sensivelmente abalada. A profissão perdeu status e com o passar dos anos, caiu em importância no ranking das profissões preferidas pelos jovens. Verificou-se nos vestibulares que os cursos ligados ao magistério atraiam poucos alunos e entre esses, os de mais baixo rendimento acadêmico.

Hoje, a escola pública — no quadro geral de sucateamento dos serviços públicos — passou a ser a escola dos pobres. As escolas dos "filhos dos outros". A classe média direcionou suas crianças para creches particulares e escolas privadas. Houve uma inversão da pirâmide, em termos qualitativos. Os rankings mostram os pífios resultados da escola pública nos diversos exames de avaliação. Constituiu-se apenas "ilhas" para atendimento de alguns poucos, como são as escolas técnicas, colégios de aplicação e colégio Pedro II.

Nessa desimportância da escola pública, de tabela caíram os salários dos professores. O gestor público — bem ou mal intencionado — vê a escola pública como um grande campo para priorizar outros projetos, deixando de lado a questão da formação de recursos humanos. A aposta começa a ser no instrumental de massa: programa uma tv em cada escola; laptop para alunos e professores (muitos dos quais não sabem como operar equipamentos que em pouco tempo se tornam defasados ou em outros casos a escola não possui estrutura física para receber o material); climatização das salas de aula, antes mesmo de uma ampla revisão dos prédios escolares e de sua infraestrutura; e por fim, a vara de condão do milagre educacional brasileiro: a meritocracia.

O grande problema da escola pública está ligado ao próprio modelo de país que desejamos construir: uma sociedade formada por cidadãos conscientes, produtivos, criativos e com amplo desenvolvimento do pensamento crítico. Ou outra formada por massas humanas aptas a um consumo crescente de bens, mesmo que no fundo não passem de uma calça azul e desbotada apelidada de liberdade.

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domingo, 19 de junho de 2011

Francílio lança chapa de oposição no Sinpro-Rio

Categoria: Sindical
Sinpro-Rio: Francílio forma chapa de oposição
Veja o Manifesto contra o atual presidente do sindicato
18/06/2011 10:22:45
Descontente com os rumos que o atual presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), Wanderley Quedo, vem dando ao sindicato que representa os professores da rede privada do Rio,  o vice-presidente da entidade, Francílio Paes Leme, lançou chapa de oposição para as eleições que ocorrerão em agosto.
Anteriormente, Francílio exerceu, durante vários anos,
 a presidência do sindicato, tendo cedido, posteriormente,
o cargo ao seu vice e atual presidente do sindicato,
Wanderley Quedo, ao qual acusa de ter implantado
um sistema antidemocrático na entidade. Com o apoio
do movimento Articulando Educadores, que conta com
vários dos atuais diretores do sindicato, Francílio afirma
 que "o sindicato precisa voltar a ser um espaço democrático
 que respeite as diversas correntes de opinião"
Manifesto às Professoras e Professores 
do Ensino Privado
QUEM SOMOS NÓS?
Somos membros da atual Diretoria do Sindicato dos
Professores do Município do Rio de Janeiro e Região
(Sinpro-Rio) e, como militantes, nós nos construímos
durante o processo de lutas da nossa entidade nos últimos
30 anos.
Ao abrir este primeiro número do boletim Articulando
Educadores ou ao visitar nosso blog
(www.articulandoeducadores.blogspot.com), você verá
rostos e pequenas biografias de gente que, como você,
não desistiu de lutar. Pessoas que estão nas salas de aula,
nos movimentos sociais, nas associações de classes, nos
organismos estatais de educação, na CUT, na nossa
Confederação (Contee), na Federação de Sinpros do
Estado do Rio (Feteerj)... enfim: no mundo, transformando-o
junto com outras pessoas reais. Estamos no Sinpro-Rio
 porque sabemos do valor estratégico que tem a
educação na construção de um Brasil livre e soberano;
porque entendemos que o sindicato é um espaço
privilegiado de luta pela valorização da nossa profissão;
e porque nós, signatários deste manifesto, construímos,
ao longo dos últimos anos, junto com a categoria, um
Sindicato Forte. No sentido original do termo, somos -
e queremos ser sempre - utópicos, por acreditarmos que
o lugar da felicidade que brota da justiça ainda não existe,
 mas existirá. E cabe a nós construí-lo!
.Votar e ser votado nas eleições do Sinpro-Rio
O movimento Articulando Educadores está divulgando
em seu blog (http://articulandoeducadores.blogspot.com/)
 o calendário eleitoral do Sinpro-Rio. Estamos fazendo-o,
já que o presidente do Sindicato está ocultando-o da categoria,
 pois foi aprovado em reunião de Diretoria realizada em fevereiro.
Como o presidente do Sinpro-Rio, até agora, continua sem fazer
tal divulgação, prestamos novos esclarecimentos às professoras
e professores associados(as).
Procedimentos para poder votar e ser votado nas eleições
de agosto no Sinpro-Rio.
Candidatos: Filiados até 20 de junho de 2010; na categoria,
pelo menos, desde junho de 2009; e em dia com as contribuições
sociais até 20 de junho de 2011.
Eleitor: Filiados até 20 de dezembro de 2010; e em dia com as
contribuições sociais até 20 de junho de 2011.
Formas de regularização de débitos:
- Para quem está atrasado até 18 meses:
Computar o débito correspondente e pagar, dividindo-o em
até seis vezes com cheques ou cartão de crédito. 
- Para quem está atrasado mais que 18 meses: pagar
 R$ 306 (correspondentes aos últimos 18 meses) em até
 seis vezes (6 parcelas de R$ 51) com cheques ou cartão de crédito.
Os possíveis débitos só devem ser quitados no início de junho,
observando a data de 20 de junho de 2011, como prazo final (http://articulandoeducadores.blogspot.com/2011/05/votar-e-ser
-votado-nas-eleicoes-do.html).
Articulando Educadores exige na Justiça direito de resposta
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Democratização da educação superior na América Latina

Um tema sempre marcante na área da Educação, como superar os desafios da Democratização da educação superior na América Latina será debatido em realizará uma mesa-redonda pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (Nepes) da Faculdade de Educação  no dia 28 de junho, às 18h, com o  tema "Democratização da educação superior da América Latina: limites e possibilidades". O evento será realizado na Faculdade de Educação, Campus do Gragoatá, Bloco D, sala 318, São Domingos, Niterói.

A mesa contará com a participação de Ana María Ezcurra, da Universidad Nacional de General Sarmiento (Argentina), Dilvo Ristoff, da Universidade Federal de Santa Catarina, Maria de Fátima de Paula, da Universidade Federal Fluminense, e Noberto Lamarra, da Universidad Nacional de Tres de Frebero.

O debate será seguido do lançamento do livro "La democratización de la educatión superior en América Latina. Límites y possibilidades". A obra foi organizada por Maria de Fá


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Servidor público: recado a um amigo

Muita garotada nova que chega ao serviço público, por meio da conquista de sua vaga pelo instrumento democrático do concurso público, quando chega à nova “repartição” precisa tomar cuidado com o assédio das raposas enquistadas no poder, independentemente do governante da ocasião.
Esses empistolados, apadrinhados, apaniguados e beneficiário da falta de profissionalização do serviço público, onde cargos são loteados por meio de artifícios como cargos de confiança, contratos temporários e terceirizações, procuram de imediato assustar o “pato novo”.
Falam de ética, segredo de estado e outras lavagens cerebral, a fim de enquadrar o concursado ao “esquema” reinante, que normalmente significa inoperância, lentidão e asfixia do serviço público.
Cabe ao novo servidor ter consciência plena de seus direitos, sabendo que não é funcionário da presidente da República, do ministro, do senador, do deputado ou de qualquer outra autoridade. Ele é como o nome, diz: SERVIDOR PÚBLICO.
Quem entra no serviço público por meio de concurso não deve temer os “poderosos” de plantão. Os governantes passam e o verdadeiro servidor público permanece.
É obrigação e dever do servidor público concursado se colocar do lado certo.

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Protesto contra sistema político

Espanhóis lotam a Praça do Sol
em busca de Democracia de verdade


Na Espanha onde é difícil autoridades públicas terem o patrimônio grandemente multiplicado em pequeno espaço de tempo, milhares de pessoas bloquearam durante a tarde de terça-feira, 17 de maio, a Praça do Sol, a mais importante do Centro de Madrid. O motivo foi a realização do protesto anti-sistema convocado de forma espontânea pelas redes sociais e por SMS, ligado ao recém-criado movimento "Democracia Real Já". Parte dos manifestantes ficaram no local durante a noite.

Concentrados desde o final da tarde na Puerta del Sol, no Centro de Madrid, em protesto contra o sistema político e econômico, os manifestantes decidiram pernoitar na praça, apesar da forte presença policial. A manifestação é a segunda grande concentração realizada na praça em menos de 24 horas após uma outra, que incluiu um acampamento provisório instalado por centenas de pessoas, na madrugada, ter sido desalojada à força pela polícia, deixando muitas pessoas feridas.

A Praça do Sol é um dos locais mais visitados pelos turistas em Madrid, além de abrigar a sede do Governo regional. A alegação dos manifestantes é que o sistema político tradicional deixou de representar os verdadeiros interesses da população. O grupo é formado por jovens, idosos, alunos e até famílias inteiras, nas quais alguns ou todos os s membros estão desempregados. Além de criticar o modelo econômico atual, com apoio aos bancos, os manifestantes são contrários ao sistema político essencialmente bipartidário que consideram não os representar. Fazem menção, também, ao crescente distanciamento entre a classe política e o resto da sociedade e a falta de apoio a iniciativas políticas de cidadãos.

O movimento por trás da manifestação é o "Democracia Real Já", criado há poucos meses e que conseguiu mobilizar protestos em 50 cidades espanholas no domingo, 15 de maio, conseguiu reunir mais participantes que os realizados recentemente pelos sindicatos espanhóis.

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