É evidente que não devemos nos conformar com o errado. Contudo é de bom tom que procuremos aliviar na dose para que não vivamos nos queixando de tudo, nos tornando uma pessoa chata e de difícil convívio. Reclamar a todo momento do calor e do frio não fará o tempo melhorar do dia para a noite e isso serve também para governos, próximos e distantes. Muitas vezes precisamos simplesmente reclamar menos e agir mais.
Mauricio Figueiredo
Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Eleição de Trump
9 de novembro - Dia do Hoteleiro (e o maior deles virou presidente)
DONALD: A VITÓRIA DO TRADICIONALISMO
Donald Trump ainda jovem pegou a empresa de construção do pai que não ia bem das pernas e teve visão de recuperar áreas degradadas em várias cidades norte-americanas, construindo no local as suas imensas torres (hotéis de luxo) e fazendo gerar no entorno outras construções modernas e luxuosas. Correu o boato antes de se tornar o presidente eleito dos Estados Unidos que iria fazer isso na área da Leopoldina, no Rio, aproveitando a maré da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.
Esse outsiders que surpreendeu o mundo, derrotando a candidata do partido Democrata, Hilarry Clinton, pelo partido Republicano, ao contrário de muitas análises precipitadas que surgem soube explorar bem na campanha o chamado “sonho americano”, no qual não cabem os chamados cidadãos de “segunda categoria”, como historicamente os norte-americanos olham o resto do mundo.
A América, como se intitulam, ignorando os países em redor e a própria América do Sul, sempre adorou pessoas do perfil de Trump, acreditando ser lá a pátria da oportunidade, na qual a pessoa se faz por ela própria, desde que queira encarar todo tipo de trabalho que estiver disponível. Não é um país voltado para a caridade tão comum entre os latinos, por exemplo.
Os Estados Unidos, do qual Trump é queiram ou não um símbolo, foi o país no qual o Capitalismo foi levado à sua medida maior. A eleição de Barack Osama representou apenas um corte no chamado tradicionalismo, embora nada haja de revolucionário no presidente negro que aparentemente encantou o mundo. De verdade, classificar o partido Democrata como uma espécie de esquerda ou coisa parecida, dando a ele uma visão progressista, é chover no molhado. Os dois grandes partidos não passam da face da mesma moeda.
Aquela mesma moeda que um tal de Tio Patinhas um dia se curvou na rua para apanhar e desde ali fez do dinheiro a sua obsessão.
Não é à toa que o norte-americano diz que “time is money” e em sua moeda, o dólar, concilia o capitalismo com o próprio Deus.
“Deus salve a América”, cantam os americanos. Agora é hora e vez da Família Trump. Quem não for do clã que se cuide…
MAURICIO FIGUEIREDO
MAURICIO FIGUEIREDO
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Procura
A mãe procura o menino.
Teria sumido em um breve
momento em que foram ao portão?
O menino é meio desequilibrado.
Teria o levado um ladrão
ou seguido o caminho de um circo?
Teria ido se afogar no rio
que margeia a cidade
ou ser consumido em
algum supermercado?
A mãe procura o menino
que perdeu de vista
em um momento de descuido.
Teria o perdido para
a droga da vida
ou para alguma bala perdida?
A mãe procura o menino,
como todas as mães o fazem
até o fim da vida,
até o último suspiro
até encontrá-lo dentro de si...
(Mauricio Figueiredo)
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Flerte
mas para mim o sorvete
foi alimentação
Nada sério
para você, por enquanto
para mim por encanto
sem mistério
Se você se diverte
na minha mão
o que derrete
é o coração
(Mauricio Figueiredo)
domingo, 10 de julho de 2016
Na vitrola - Sabe Você?
Mais atual do que nunca a poesia de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, o "Sabe Você?", na qual é dito que mais vale ser mendigo que ladrão. Muitos não acreditam e no fim de tudo choram, mesmo que seja lágrimas de crocodilo ou não.
https://www.vagalume.com.br/djavan/sabe-voce.html
Você é muito mais que eu sou
Está bem mais rico do que eu estou
Mas o que eu sei você não sabe
E antes que o seu poder acabe
Eu vou mostrar como e por que
Eu sei, eu sei mais que você
Sabe você o que é o amor? Não sabe, eu sei
Sabe o que é um trovador? Não sabe, eu sei.
Sabe andar de madrugada tendo a amada pela mão
Sabe gostar, qual sabe nada, sabe, não
Você sabe o que é uma flor? Não sabe, eu sei.
Você já chorou de dor? Pois eu chorei.
Já chorei de mal de amor, já chorei de compaixão
Quanto à você meu camarada, qual o que, não sabe não
E é por isso que eu lhe digo e com razão
Que mais vale ser mendigo que ladrão
Sei que um dia há de chegar e isso seja quando for
Em que você pra mendigar, só mesmo o amor
Você pode ser ladrão quando quiser
Mas não rouba o coração de uma mulher
Você não tem alegria, nunca fez uma canção
Por isso a minha poesia, ah, ah, você não rouba não
Ah, ah, você não rouba não
Está bem mais rico do que eu estou
Mas o que eu sei você não sabe
E antes que o seu poder acabe
Eu vou mostrar como e por que
Eu sei, eu sei mais que você
Sabe você o que é o amor? Não sabe, eu sei
Sabe o que é um trovador? Não sabe, eu sei.
Sabe andar de madrugada tendo a amada pela mão
Sabe gostar, qual sabe nada, sabe, não
Você sabe o que é uma flor? Não sabe, eu sei.
Você já chorou de dor? Pois eu chorei.
Já chorei de mal de amor, já chorei de compaixão
Quanto à você meu camarada, qual o que, não sabe não
E é por isso que eu lhe digo e com razão
Que mais vale ser mendigo que ladrão
Sei que um dia há de chegar e isso seja quando for
Em que você pra mendigar, só mesmo o amor
Você pode ser ladrão quando quiser
Mas não rouba o coração de uma mulher
Você não tem alegria, nunca fez uma canção
Por isso a minha poesia, ah, ah, você não rouba não
Ah, ah, você não rouba não
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Religiões
- O lado ruim das religiões é quando os fiéis se fanatizam, sejam católicos, evangélicos, espíritas, budistas, islamitas ou ateus, entre outros.. (Mauricio Figueiredo) www.aprovacaoautomatica.blogspot.com.br
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Construções e seus perigos
OBRAS QUE CAEM E AS QUE BALANÇAM MAS NÃO CAEM
Muitos operários morreram na construção da Ponte-Rio Niterói e em casos abafados. Basta rever os arquivos da Tribuna da Imprensa, no qual Hélio Fernandes escrevia seguidamente sobre o elevado custo dessa obra e outras questões. Em 20 de novembro de 1971 tivemos a trágica queda do elevado da Paulo de Frontin, com 48 mortos, mencionada sutilmente por Aldir Blanc em seu O Bêbado e o Equilibrista. Ainda em 1971 tivemos a queda do Pavilhão da Gameleira em 4 de fevereiro com a morte de 69 operários e 50 feridos. Durante as obras de construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 também outras mortes e ainda a de um viaduto em construção que desabou. No 20 de dezembro de 72, em pleno clima de compras do Natal, desabou o supermercado Ideal de Pilares, no Rio, com 14 mortes.
A construção da Ponte Rio-Niterói,iniciada em 23 de agosto de 1968 e inaugurada em 4 de março de 1974, foi alvo de muitas controvérsias. Na ocasião foi considerada uma obra ousada de engenharia e de custo altissimo, com muitas histórias abafadas. De acordo com jornais e revistas da época, apesar da forte censura, 32 pessoas morreram durante a construção, embora alguns aleguem que o número tenha sido bem maior. Hélio Fernandes escrevia fortes criticas ao ministro dos Trasnportes Coronel Mario Andreazza, alegando inclusive que no ritmo implementado a obra não ficaria pronta nem com "Jesus como mestre de obras".
Foto: Construção da Ponte Rio-Niterói
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Governos inoperantes
A inoperância de governantes, em relação aos direitos dos cidadãos de ir e vir, é a melhor contribuição que um Estado democrático fraco dá para o surgimento de regimes fascistas e ditatoriais em geral. Esse descompromisso com a população faz com que cresça no imaginário popular a visão da necessidade de um Estado de força...
sábado, 9 de julho de 2011
Cabral: "Eu hoje vou mudar minha conduta"
Ano passado foi o ano do centenário de nascimento de Noel Rosa. O governador Sérgio Cabral, cujo pai é jornalista e crítico musical, certamente, como milhares e milhares de sua geração, cresceram embalados pela música e versos de Noel, na voz de Araci de Almeida ou qualquer outra musa que colocava o poeta da Vila em seu repertório. Por isso, em sua mente deve ter ficado os versos "Hoje eu vou mudar minha conduta. Eu vou pra luta, pra poder me modificar".Mudar a conduta, querer se modificar é sempre um gesto louvável. Mas no caso do governador Cabral essa modificação, talvez, venha em hora tardia. Como ele mesmo reconheceu houve excesso de sua parte no episódio com os bombeiros, quando classificou os rebelados como vândalos. Há quem ache ter ele perdido dividendos políticos, enquanto outros afirmam que o "povão" não está muito ligado para esses melindres e não há nada que uma boa obra de efeito visual não volte a melhorar a imagem do governador.
O grande fato é que nessa mudança de conduta, as coisas ficam meio difíceis, quando surge a grave denúncia de que Cabral tenha beneficiado o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, recordista em obras públicas no estado, através de contratos. Na rádio CBN (29 de junho), o governador declarou que nãot omou "qualquer decisão que envolva dinheiro público por conta de amizades pessoais", mas propôs a adoção de um código de conduta para ele próprio cumprir, assinalando que "quero assumir o compromisso de rever minha conduta".
A questão a ser melhor explicada, no entanto, é o fato de o governo estadual já ter, nos últimos quatro anos, concedido benefícios fiscais que somam 50 bilhões de reais, enquanto o estado alega dificuldades para melhorar os salários dos servidores públicos, entre os quais, médicos, professores e profissionais da área de segurança, como os bombeiros, que após um movimento reivindicatório que culminou com a própria invasão do quartel central da corporação acabaram conseguindo a antecipação das parcelas referentes aos meses de agosto a dezembro do reajuste salarial de 5,58%, junto com os policiais e agentes penitenciários, sem, no entanto, conseguirem a aprovação da emenda que propunha um piso salaria maior. Na mesma situação estão os professores que emplacam greve de mais de dois meses.
Só a Delta do "amigo" Cavendish obteve desde 2007, contratos no estado que chegam a 1 bilhão de reais, sendo que 58,7 milhões conseguidos no primeiro semestre deste ano com dispensa de licitação. O empresário Eike Batista, por sua vez (outra amizade de Cabral), recebeu 75 milhões de reais em incentivos fiscais para as suas empresas, desde o início da gestão de Cabral, em 2007. O deputado Marcelo Freixo (Psol) dencuncia que Eike doou 750 mil reais para a campanha de Cabral, ou seja, 1 do que deixou de pagar em impostos.
Nem a ex-mulher de Cabral, Adriana Ancelmo escapou das relações consideradas estranhas no âmbito do governo do Estado do Rio. O escritório de advocacia Coelho, Ancelmo & Dourado, do qual a ex-primeira-dama, é sócia-proprietária, conseguiu para quatro clientes (Metrô, Supervia, Telemar e Facility) benefícios fiscais de 1 bilhão.
Por outro lado, os professores aposentados, com direito ao pagamento de R$ 5 mil, determinado pela Justiça, receberam proposta do Rioprevidência para assinarem, quase que obrigatoriamente, a renúncia ao dinheiro a que tem direito, aceitando o recebimento de R$ 1.600 para quitação definitiva da dívida. Na base do pegar ou largar, os velhinhos que já foram a bandeira eleitoral de Cabral terão de aceitar o "estranho acordo" ou quem sabe amargarem mais 14 anos a espera de uma nova decisão judicial.
É, pelo visto, o governador precisa ouvir muito Noel Rosa.
www.agenciareporterdigital.com.br
domingo, 9 de janeiro de 2011
A velha impertinente
Muitas vezes encontramos no ambiente de trabalho, na escola ou mesmo na família uma pessoa, cuja característica principal
é a impertinência. São pessoas que, sob a alegação de serem francas sempre, acabam sendo inconvenientes e causando desagregação
e mal estar no ambiente em que convivem. Qualquer ambiente de festa, da qual participe, acaba terminando em tumultos e brigas. Sua
marca registrada é a fofoca, o disse-me-disse, a rede de intriga. Ou seja, tudo em nome da desarmonia. Vejamos, o exemplo da velha
impertinente:
1 - Ela em contra um conhecido na rua, que já não vê há vários anos. O cumprimento é: "Nossa como você está gordo. Desse jeito vai
acabar tendo um infarte fulminante e morrendo em pouco tempo".
2 - Quando vê um objeto que você está usando ou qualquer coisa nova que adquiriu é taxativa: "Que relógio lindo, dá ele pra mim?" - mesmo
que se trate de um simples relógio de camelô. "Onde você encontrou esse casaco? Puxa, ele não fica bem em você. Dé ele pra mim?"
Às vezes, o pedido ganha ares de arrogância: "Eu tenho dinheiro suficiente para comprar dez desses relógio. Se você não quiser me dar
vá pra ..."
3 - A característica da velha impertinente é a cada frase entremear vários palavrões, pois acha que com isso diminui a idade, tornando-se
uma pessoa moderna, além de poder chocar "a burguesia". E ela pode falar todo tipo de palavrão na frente de seus pais, avós ou amigos,
sem se incomodar se as pessoas gostem ou não desse tipo de atitude.
4 - Às vezes a velha impertinente faz você passar todo tipo de vergonha: "Esse não é o seu chefe que você vive falando mal e que está
desviando dinheiro da firma?"
5 - A velha impertinente tem sempre uma religião em que é a grande especialista. Quando você apresenta uma pessoa de outra religião
ela desanca o indivíduo, com todo tipo de impropério: "Sua religião é do diabo. Você é um ignorante e vai queimar na fogueira do
inferno".
6 - O mesmo se dá, em relação a política. O argumento dela é sempre o definitivo: "Você não entende nada. Alienado, burro, serviçal
do capitalismo".
7 - A velha impertinente, quando tudo vai indo bem, inventa uma doença, uma depressão e espalha para todo mundo que vive abandonada
pelos filhos, pela família, pelos amigos, pelo governo.
8 - De vez em quando, ela pega um ônibus interestadual e some no mapa, deixando em pânico familiares e amigos.
9 - Ela atormenta os médicos, enfermeiros, crianças, gatos, cachorros e papagaios.
10 - A sua diversão é arrumar confusão.
Conselho: mantenha distância da velha impertinente
é a impertinência. São pessoas que, sob a alegação de serem francas sempre, acabam sendo inconvenientes e causando desagregação
e mal estar no ambiente em que convivem. Qualquer ambiente de festa, da qual participe, acaba terminando em tumultos e brigas. Sua
marca registrada é a fofoca, o disse-me-disse, a rede de intriga. Ou seja, tudo em nome da desarmonia. Vejamos, o exemplo da velha
impertinente:
1 - Ela em contra um conhecido na rua, que já não vê há vários anos. O cumprimento é: "Nossa como você está gordo. Desse jeito vai
acabar tendo um infarte fulminante e morrendo em pouco tempo".
2 - Quando vê um objeto que você está usando ou qualquer coisa nova que adquiriu é taxativa: "Que relógio lindo, dá ele pra mim?" - mesmo
que se trate de um simples relógio de camelô. "Onde você encontrou esse casaco? Puxa, ele não fica bem em você. Dé ele pra mim?"
Às vezes, o pedido ganha ares de arrogância: "Eu tenho dinheiro suficiente para comprar dez desses relógio. Se você não quiser me dar
vá pra ..."
3 - A característica da velha impertinente é a cada frase entremear vários palavrões, pois acha que com isso diminui a idade, tornando-se
uma pessoa moderna, além de poder chocar "a burguesia". E ela pode falar todo tipo de palavrão na frente de seus pais, avós ou amigos,
sem se incomodar se as pessoas gostem ou não desse tipo de atitude.
4 - Às vezes a velha impertinente faz você passar todo tipo de vergonha: "Esse não é o seu chefe que você vive falando mal e que está
desviando dinheiro da firma?"
5 - A velha impertinente tem sempre uma religião em que é a grande especialista. Quando você apresenta uma pessoa de outra religião
ela desanca o indivíduo, com todo tipo de impropério: "Sua religião é do diabo. Você é um ignorante e vai queimar na fogueira do
inferno".
6 - O mesmo se dá, em relação a política. O argumento dela é sempre o definitivo: "Você não entende nada. Alienado, burro, serviçal
do capitalismo".
7 - A velha impertinente, quando tudo vai indo bem, inventa uma doença, uma depressão e espalha para todo mundo que vive abandonada
pelos filhos, pela família, pelos amigos, pelo governo.
8 - De vez em quando, ela pega um ônibus interestadual e some no mapa, deixando em pânico familiares e amigos.
9 - Ela atormenta os médicos, enfermeiros, crianças, gatos, cachorros e papagaios.
10 - A sua diversão é arrumar confusão.
Conselho: mantenha distância da velha impertinente
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Felicidade e a tristeza de sempre
O senador Cristovam Buarque tem se caracterizado como grande defensor da educação. Trata-se de uma bandeira fundamental para quem sonha com um país em condições de obter crescimento auto sustentável. Mas, ao mesmo tempo, não figura como algo que garanta votos fáceis a um político.
Conta-se mesmo do prefeito que investiu fortemente em educação, construindo boas escolas e remunerando bem os professores da cidade. Nas eleições seguintes perdeu o cargo para adversário que, em gestão anterior, criara fama construindo praças, abrindo novas ruas e avenidas, trazendo artistas de fora para shows e festas constantes.
É praxe se dizer que educação não rende dividendos eleitorais. Justamente, pelo baixo nível educacional da população e também pela pouco padrão cultural dos chamados “letrados”, a educação nunca conseguiu ser de fato uma prioridade dos governantes.
Recentemente, o senador Buarque apresentou proposta para que todas as escolas brasileiras tivessem uma biblioteca, coisa que pareceria óbvia quando se pretende levar a sério o ensino. Agora, ele aparece como autor de proposta de emenda constitucional que inclui entre os direitos sociais dos cidadãos a busca da felicidade.
Cada vez mais, no Brasil cria-se a ideia de que as coisas possam mudar por meio de leis. Nesse particular, nossa Constituição é plena de artigos que se fossem colocados em prática, significariam o próprio Céu na Terra. Mas, no fundo, o papel aceita tudo, até mesmo a felicidade por decreto.
Mas, como assinalava o poeta Vinicius: “A felicidade é como a pluma. Que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve. Mas tem a vida breve. Precisa que haja vento sem parar.”
Em termos de políticos, com suas propostas fantasiosas, continuaremos eternamente seguindo os versos do poeta: “Tristeza não tem fim. Felicidade sim”.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Obrigatoriedade do voto
Um dos candidatos da oposição, José Serra, se declara contra o voto obrigatório. É uma tese que reúne muitos defensores. Realmente, é o que vigora nos países adiantados, como Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha. Mas, altamente discutível em outros no qual o regime democrático necessita de maior consolidação.
Com elevado número de despolitizados, fruto, muitas vezes, do próprio estado de miséria econômica, o Brasil é campo fértil para adoção de políticas populistas e paternalistas, como a que o próprio candidato Serra acabou se rendendo.
No passado, políticos granjeavam votos com uma simples inauguração de bica de água nos morros ou favelas. Em pleno século XXI, a conquista de votos se dá com a parafernália de bolsas, como a alimentação, família e todo tipo de programa assistencialista. Inaugura-se um restaurante popular a R$ 1 ou até mesmo um hotel popular e em pouco tempo se ganha a simpatia popular, transformada em votos.
De Norte a Sul do país vigora o estilo de Capitanias Hereditárias, com os políticos tradicionalistas e populistas fazendo os seus herdeiros.
Por isso, o voto consciente passa a ser difícil de ser exercido por grande parcela da população. Candidatos com propostas sérias e exeqüíveis voltadas para os verdadeiros interesses e urgências do país acabam concorrendo em desvantagem com os que prometem mundos e fundos e o céu também.
Os partidos políticos se esfacelam em termos ideológicos devido ao processo de despolitização das pessoas.
Tais mazelas prejudicam a aceleração da construção do Estado Democrático.
Diante desse quadro, o fim do voto obrigatório facilitaria ainda mais a ascensão do populismo, colocando o próprio país próximo ao ideal fascista, cuja base está no próprio esfacelamento das instituições democráticas (igrejas, sindicatos, partidos políticos, agremiações culturais, etc), com o caminho aberto para o pensamento único.
O voto facultativo é um instrumento válido em países com a Democracia consolidada. O Brasil tem uma longa história de autoritarismo e toda uma geração lutou, inclusive perdendo a vida, para que chegássemos ao estágio atual. Ele não é o ideal, mas estamos a anos luz do silêncio obrigatório estabelecido pelo regime ditatorial.
No voto facultativo, consolidam-se os currais eleitorais. Os donos do voto manipulado, certamente, ficariam felizes com a adoção da ideia.
Infelizmente, a História não dá salto. E a democracia é construída por meio do voto. Depois de consolidada podemos nos dar ao luxo de ficarmos em casa, irmos à praia, delegando aos eleitores o direito de escolha em nosso nome.
Com elevado número de despolitizados, fruto, muitas vezes, do próprio estado de miséria econômica, o Brasil é campo fértil para adoção de políticas populistas e paternalistas, como a que o próprio candidato Serra acabou se rendendo.
No passado, políticos granjeavam votos com uma simples inauguração de bica de água nos morros ou favelas. Em pleno século XXI, a conquista de votos se dá com a parafernália de bolsas, como a alimentação, família e todo tipo de programa assistencialista. Inaugura-se um restaurante popular a R$ 1 ou até mesmo um hotel popular e em pouco tempo se ganha a simpatia popular, transformada em votos.
De Norte a Sul do país vigora o estilo de Capitanias Hereditárias, com os políticos tradicionalistas e populistas fazendo os seus herdeiros.
Por isso, o voto consciente passa a ser difícil de ser exercido por grande parcela da população. Candidatos com propostas sérias e exeqüíveis voltadas para os verdadeiros interesses e urgências do país acabam concorrendo em desvantagem com os que prometem mundos e fundos e o céu também.
Os partidos políticos se esfacelam em termos ideológicos devido ao processo de despolitização das pessoas.
Tais mazelas prejudicam a aceleração da construção do Estado Democrático.
Diante desse quadro, o fim do voto obrigatório facilitaria ainda mais a ascensão do populismo, colocando o próprio país próximo ao ideal fascista, cuja base está no próprio esfacelamento das instituições democráticas (igrejas, sindicatos, partidos políticos, agremiações culturais, etc), com o caminho aberto para o pensamento único.
O voto facultativo é um instrumento válido em países com a Democracia consolidada. O Brasil tem uma longa história de autoritarismo e toda uma geração lutou, inclusive perdendo a vida, para que chegássemos ao estágio atual. Ele não é o ideal, mas estamos a anos luz do silêncio obrigatório estabelecido pelo regime ditatorial.
No voto facultativo, consolidam-se os currais eleitorais. Os donos do voto manipulado, certamente, ficariam felizes com a adoção da ideia.
Infelizmente, a História não dá salto. E a democracia é construída por meio do voto. Depois de consolidada podemos nos dar ao luxo de ficarmos em casa, irmos à praia, delegando aos eleitores o direito de escolha em nosso nome.
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
O inferno somos nós
“Me matriculei em um curso de Língua Estrangeira aos sábados, com alegação de que só tinha disponibilidade de estudar nesse dia. A gerente informou que a turma ainda seria formada e dependeria do número de alunos e por isso, por ser um dos primeiros me ofereceu um desconto. Venho estudando há alguns anos no curso. Nessa fase final tenho encontrado dificuldades. Fui reprovado pela segunda vez. Na renovação da matrícula disseram que não há mais turmas aos sábados e que teria de estudar no meio da semana e que meu desconto estava cancelado. Podem agir assim?” (Ernane Gouvêa – Flamengo)
Resposta – Há duas coisas a serem consideradas e de forma subjetiva. Podem agir assim? Acredito que não. No mínimo estão sendo deselegantes com você, pois, aceitaram que se matriculasse aos sábados sem expor qualquer limite de tempo para a conclusão do curso – o que já caracteriza uma falha. Em segundo lugar, não deixaram claro a possibilidade de você deixar de cursar aos sábados por falta de alunos. São questões que você – se achar conveniente – deve verificar em órgãos do tipo Procon.
Do ponto de vista didático. Você poderia considerar se o estudo no meio da semana seria mais benéfico. Talvez ou seu rendimento não venha sendo suficiente, em virtude da falta de continuidade no meio da semana. Normalmente, as aulas aos sábados são dadas de forma intensiva, com o aluno vendo de uma vez só mais de uma aula do livro adotado e com grande carga de informações. Se ao invés do intensivo, você tiver duas aulas semanais, haverá possibilidade de absorver bem os conteúdos.
Já ouvimos muito a máxima de Sartre de que “o inferno são os outros”. Muitas vezes, isso não resolve, apesar de verdadeiro. Temos de considerar também que, muitas vezes, “o inferno somos nós mesmos.” Problemas com cursos, professores, patrões, colegas, familiares, você sempre encontrará. O importante é refletir bem e ver a melhor forma de você obter os resultados esperados. Por melhor que seja o curso, 99% dos resultados dependerão, exclusivamente, de você. Isso vale para cursos de informática, escolas, academia de dança, academia de ginástica, etc. Vá a luta!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Brasil: a verdadeira derrota
É preciso que para crescermos como país, passarmos a entender que uma derrota em qualquer esporte pode ser sentida, pode ser lamentada e pode deixar a impressão de que poderíamos nos sair melhor.
No entanto, é preciso que a verdadeira indignação dos brasileiros seja em relação aos seus maus políticos; baixa qualidade da educação; péssimo sistema de saúde; déficit habitacional de quase 12 milhões de casas; destruição criminosa do meio ambiente; falta de oportunidades para os jovens, com extermínio em massa de grande número deles, em especial os negros, que aderem à marginalidade por falta de opções; abandono de milhares e milhares de crianças.
Um país de elevada concentração de renda, com a perda de sua identidade cultural.
No entanto, é preciso que a verdadeira indignação dos brasileiros seja em relação aos seus maus políticos; baixa qualidade da educação; péssimo sistema de saúde; déficit habitacional de quase 12 milhões de casas; destruição criminosa do meio ambiente; falta de oportunidades para os jovens, com extermínio em massa de grande número deles, em especial os negros, que aderem à marginalidade por falta de opções; abandono de milhares e milhares de crianças.
Um país de elevada concentração de renda, com a perda de sua identidade cultural.
domingo, 3 de janeiro de 2010
3 - Pra que correr?
Vale a pena correr tanto, principalmente quando se trata
de trabalho?
Trabalho geralmente:
. burocrático
. estressante
. chato
. mal remunerado
E mesmo se fosse:
. criativo
. interessante
. socialmente importante
. bem remunerado
haveria necessidade de ser feito em alta velocidade?
E as motos que ficam
pelo caminho
nas avenidas do Brasil?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
23 - Olhos de criança

Você pode enxergar coisas da atualidade, independentemente da idade, se tiver tolerância com as coisas e, principalmente, souber se colocar em perspectiva.
Você pode viajar no tempo. Para a frente e para trás.
Pode curtir Cold Play, Evanescence, Pitty, Red Hot Chilli Peppers. É preciso voltar a ter olhar de criança.
Só a criança tem a capacidade de ver o novo.
Para entrar no céu é preciso renascer novamente.
Renascer, nada mais é do que voltar a ser criança.
Sábio os estudantes que escolheram para paraninfo da turma o Sérgio Malando e colaram grau ao som do Balão Mágico, em uma volta à infância.
domingo, 1 de novembro de 2009
Twitando
Laptops do estado Um assunto para a Comissão de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte Bittencourt, passar a limpo: algumas escolas da rede pública do estado ainda estão com laptops empacotados. Em uma delas, segundo denúncia ao blog, os computadores são de modelos muito ultrapassados (2003) e não funcionam a contento. A própria Secretaria de Educação-RJ deveria se pronunciar. Laptops do estado 2 O blog defende a tese de que as escolas prescindem de tecnologias de ponta para funcionarem bem. Essa tese passamos a encampar, com base em entrevista ainda no início de carreira com o saudoso professor Santos Júnior, coordenador da Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca, atual Cefet. Inquirido sobre os equipamentos da escola (máquinas, etc), o professor explicou que em alguns casos ela estava adiante do mercado de trabalho e em outros muito aquém. No entanto, frisava que o mercado estava mais interessado em estudantes que dominassem bem a Matemática, Física, Química, etc, pois esses eram o que, certamente, se sobressairiam nas empresas. Ele adiantava que muitos alunos do atual Cefet, com esse perfil, já eram requisitados muito antes do período oficial para estágio. O tradicional ensino das disciplinas em sala de aula é o que fazia a diferença e não a parafernália técnica, que servia apenas como um suporte aos alunos, uma espécie de arremedo do mercado. SBS Botafogo
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um sonho olímpico
A vitória do Brasil, com a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016 abre uma série de perspectiva não só para a cidade como para o próprio país, em diversas áreas. Se fizermos o dever de casa com perfeição poderemos aumentar grandemente nosso potencial turístico. A construção de novos hotéis, equipamentos esportivos e melhorias estruturais, em termos de transportes e, principalmente, segurança, podem servir de alavanca na geração de empregos, muitos deles de forma permanente, se o sucesso das Olimpíadas servirem de atrativo para a manutenção e crescimento do fluxo turístico.
Mas, não é só em infraestrutura que deveremos concentrar nossos esforços. Precisamos de um salto qualitativo em termos educacionais. É preciso criar maiores perspectivas para as crianças e jovens, principalmente em termos de futuro profissional.
As escolas e universidades podem servir de base para o crescimento desse novo Brasil, que desponta com a possibilidade de se tornar, em breve, a quinta economia mundial. A Educação continua sendo o instrumento básico para esse salto qualitativo, mas sozinha não faz milagre. A geração de empregos e melhoria das condições de vida do brasileiro (saúde, habitação, lazer e esperança em torno da vida) são fundamentais.
Uma criança que nascer no Brasil de 2009 terá 7 anos em 2016. O Brasil não pode falhar em relação a ela. Da mesma forma, a criança que hoje tem 6 anos terá 13 em 2016 e o jovem que hoje tem 16 contará com 23 anos, podendo ser um potencial competidor olímpico. É preciso preparar o país para a competição, não apenas para ganhar medalhas (elas são apenas resultado de um trabalho), mas, principalmente, para que sejamos de fato um país democrático em que prevaleça a justiça social. Por enquanto, isso tem sido apenas um sonho olímpico.
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