Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lei do Estágio

CARLOS LUPI AFIRMA QUE LEI DO ESTÁGIO

DEVE SER APRIMORADA E MELHORADA

Por meio de um vídeo enviado ao Centro de Integração Empresa-Escola(CIEE), para ser exibido aos participantes do seminário sobre o 1º ano da nova Lei do Estágio (11.788/08), promovido no Teatro CIEE, no último dia 28, o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, afirmou que a legislação é benéfica, mas como toda nova lei “precisa ser aprofundada e melhorada”. Sergio Pinto Martins, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e chefe do Departamento de Direito e Segurança do Trabalho da Faculdade de Direito da USP, que proferiu a palestra master do encontro, concorda com a avaliação.

Após analisar artigo por artigo, Martins considerou que a Lei 11.788, em vigor desde 26 de setembro de 2008, é melhor do que a anterior, pois estabelece normas mais modernas para o estágio. Entretanto, como apontou, ainda necessita de aprimoramento, pois imprecisões na sua redação geram dúvidas e insegurança jurídica, que resultam em queda na oferta de vagas para estágio.

De acordo com Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE, a implementação da lei provocou queda de uma queda no início, mas já se nota uma recuperação na oferta de vagas, embora ainda não se tenha retornado aos patamares anteriores. No caso do CIEE, a perda chegou a 10% ou a 50 mil vagas. A entidade mantém atualmente 500 mil estudantes em programas de aprendizagem prática. “Um ponto muito positivo da Lei 11.788 é que ela manteve o caráter pedagógico do estágio, estimulando os contratantes a continuar abrindo novas vagas, por meio da isenção de encargos trabalhistas à atividade.”, explica Bertelli.

Para atenuar o impacto negativo das novas normas, o Centro de Integração Empresa-Escola coloca sua equipe técnica à disposição das organizações contratantes, que podem solicitar esclarecimentos pelo telefone (11) 3046-8222 ou pelo site www.ciee.org.br.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Educação e Competência

Educação e competências

Pontos e contrapontos

Como o termo competência foi introduzido na educação? O ensino por competências representa um avanço em relação aos modelos educativos existentes? Como formar os profissionais da educação para esse modelo de ensino? Essas e outras questões são tratadas ao longo da obra, escrita por dois grandes especialistas em educação.

A qualidade do ensino brasileiro está bem abaixo da desejada. Mas a introdução do conceito de competências na educação pode ajudar a reverter esse quadro, pois se trata de uma oportunidade de refletir e aprofundar um processo de mudança necessário para melhorar o sistema vigente. A introdução de um novo conceito, contudo, requer avaliação. Afinal, o ensino por competências representa ou não um avanço em relação aos modelos educativos existentes? Como formar os profissionais da educação para esse modelo de ensino? Como deve ser o sistema de avaliação nessa perspectiva?Essas e outras questões são abordadas no livro Educação e competências(168 p., R$ 37,80), lançamento da Summus Editorial.

Elaborado em três etapas diferentes e complementares, o livro integra a série Pontos e Contrapontos, cuja proposta é promover um debate acadêmico e científico sobre temas educacionais candentes. Ao longo da obra, o educador espanhol Joan Rué e a educadora brasileira Maria Isabel de Almeida estabelecem um diálogo que, além de defender uma visão sobre o conceito de competências na educação, tem como propósito lançar novas luzes sobre esse debate, permitindo vislumbrar perspectivas inovadoras para melhorar a qualidade do ensino brasileiro, favorecendo o pensamento complexo das próximas gerações.

A primeira parte é composta por artigos originais dos dois educadores, apresentando e sustentando seu ponto de vista sobre o tema da obra. Nessa etapa, o professor Joan, da Universidade de Barcelona, faz uma análise histórica do conceito de competência no campo educacional e conclui com uma síntese que orienta e encoraja os profissionais da educação a enveredar por esse modelo de ensino.

Já a professora Maria Isabel, da Universidade de São Paulo, discorre sobre os diversos significados e usos da noção de competência e os modos como as políticas educacionais a têm incorporado. Assim, faz uma análise cuidadosa de seu surgimento e de suas implicações no contexto atual. Para concluir, fala sobre a figura do professor competente, problematizando desde sua formação até suas ações.

Na segunda parte da obra, cada educador elabora quatro questões contemplando suas eventuais dúvidas e discordâncias a respeito das informações expostas pelo colega. O objetivo é pontuar suas ideias e contrapor as colocações de seu interlocutor.

A terceira e última parte é composta por questões elaboradas pela organizadora da coleção e mediadora do diálogo, Valéria Amorim Arantes, para retomar pontos convergentes e divergentes do diálogo estabelecido e acrescentar a ele novos conceitos. Nessa etapa, a organizadora retoma a problemática da formação de professores e solicita que os autores apresentem uma proposta para tal formação, visando um ensino por competências.

Título: Educação e competências – Pontos e contrapontos

Organizadora: Valéria Amorim Arantes

Autores: Joan Rué e Maria Isabel de Almeida

Editora: Summus Editorial

Preço: R$ 37,80

Páginas: 168

ISBN: 978-85-323-0650-0

Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890

Site: www.summus.com.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Twitando

Livros no lixo

O Agora São Paulo (www.agora.com.br) não perdoou na crítica aos livros de uma escola pública encontrados em uma lixeira. A charge do Cláudio, com o título Afastadas diretoras de escola, traz o governador Serra questionando uma diretora: “Que é a responsável pelo escândalo dos livros encontrados na caçamba de lixo? – E a diretora respondendo: “A Prefeitura que não recolheu a caçamba!”

Livros no lixo 2

O episódio dos livros escolares encontrados no lixo, em São Paulo, são apenas o retrato do descaso com a educação no Brasil. Enquanto os governantes vivem seduzidos pela parafernália eletrônica (computadores, laptops, etc e tal), as bibliotecas escolares, quando existem, vivem abandonadas, com obras desatualizadas e pouco atraentes para crianças e jovens.

Livros no lixo 3

Como foi? Na segunda-feira, 26 de outubro, foram encontrados, em uma caçamba de lixo, cerca de 1.500 apostilas de exercícios, das quais muitas ainda embaladas, com o nome e o endereço da escola Estadual Eugênia Vilhena de Morais, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A Secretaria de Educação afastou a diretora e a vice-diretora do cargo.

Descanso para o Rio

Para deixar o Rio um pouco sossegado, os jornais paulistas registram que o Liceu Coração de Jesus, fundado em 1885, com a participação da Princesa Isabel, encontra dificuldade para sobreviver por causa da cracolândia que funciona em suas imediações. Entre outros famosos, Monteiro Lobato estudou no colégio dos Salesianos.

Livros no luxo

Em Brasília, a instalação de bibliotecas em estações de metro e o hábito francês de se deixar livros em bancos de jardins, ônibus e locais de alcance do público vem ganhando corpo, possibilitando a muitas pessoas o acesso à leitura. É uma prática que poderia se espalhar por outras cidades.

Prova-SP para professor

O governador José Serra assinou a lei que dá 25% de aumento aos funcionários da Educação. Para isso, eles terão de tirar as melhores notas em uma prova a ser ministrada pelo estado. Os testes estão marcados para os dias 3 ou 4 de fevereiro. Já os diretores e supervisores serão avaliados antes: no dia 31 de janeiro. O exame também poderá ser feito pelo pessoal temporário. Os sindicatos da área de Educação são contra a nova medida do governo paulista.

Duas perdas

Duas perdas de pessoas conhecidas, mas não muito próximas: o jornalista Herval Faria, idealizador da Vídeo Clipping e da Agência Rio de Notícias, e o jovem Marcelo, morador da vizinhança.

O silêncio no condomínio – com rádios desligados e televisão à noite com som em nível de altura civilizado – demonstra que, apesar dos pesares, ainda resta um pouco de esperança em nossa sociedade em relação aos que partem. Um dos últimos artigos de Herval no site da Rio de Notícias era em torno da violência no Rio e a expectativa de que uma solução fosse encontrada.

São Judas

28 de outubro é dia de São Judas. Os flamenguistas, devotos do santo, sonhando em chegar ao G4 e quem sabe ao título. Tem o Barueri, nesta quarta, no caminho...

O incrível Hulk

Quem esperava por Ronaldo, o Fenômeno, de volta à seleção, terá de se contentar mesmo com o Hulk, artilheiro do Porto, convocado pelo técnico Dunga.

Fundo Social pode destinar R$ 7,5 bilhões por ano para a educação

O novo Fundo Social que está sendo criado por meio do PL 5940/2009 para gerir os investimentos da União advindos da camada pré-sal pode render até R$ 7,5 bilhões por ano para a educação. Porém, o projeto original precisa ser radicalmente alterado. Segundo estimativas anunciadas no último dia 20 de outubro pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, o Fundo Social deve administrar um montante de R$ 15 bilhões por ano.

Com base em uma proposta da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a etapa estadual de São Paulo da Conae (Conferência Nacional de Educação) aprovou uma emenda que determina vinculação imediata de 50% dos recursos arrecadados pelo Fundo Social para a educação. Desse total, 30% ficariam com o MEC (Ministério da Educação) e outros 70% seriam transferidos a estados e municípios com pior renda per capta. Assim, caso se confirmem as estimativas do Ministério da Fazenda e seja incorporada ao PL 5940/2009 a proposta aprovada na etapa da Conae do estado de São Paulo, cerca de R$ 5,25 bilhões iriam para redes públicas de educação básica, via transferências a estados e municípios. Outros R$ 2,25 bilhões seriam destinados ao ensino superior e técnico profissionalizante por meio da gestão direta do MEC.

Para o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, se essa proposição não for incorporada ao PL 5940/2009, o pré-sal colaborará muito pouco com a educação pública. “É claro que qualquer recurso financeiro é importante, mas tomando como referência a dívida histórica educacional brasileira e uma perspectiva de justiça social e regional, até mesmo os R$ 7,5 bilhões são insuficientes, embora sejam muito bem-vindos.”

O CAQi e os recursos do pré-sal - A referência para tal afirmação é o estudo do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), desenvolvido pela Campanha. Segundo a pesquisa, para se garantir uma educação de qualidade para os 47 milhões de alunos que hoje estudam nas redes públicas de educação básica, são necessários investimentos adicionais e anuais na ordem de R$ 29 bilhões. Caso o Estado brasileiro decida cumprir com seu dever diante das metas do Plano Nacional de Educação, é necessário investir R$ 118,9 bilhões por ano.

Atualmente, a Campanha e o Conselho Nacional de Educação estudam uma forma de tornar o CAQi a principal referência para o financiamento público educacional. Emendas parlamentares - As emendas mais promissoras apresentadas por parlamentares ao PL 5940/2009 subsidiam os princípios em que se balizam a proposta da Campanha, porém são mais tímidas. O deputado Luiz Carreira (DEM-BA) estipula vinculação de 25% para a educação, Ivan Valente (PSOL-SP) 15%, Paulo Ruben Santiago (PDT-PE) 18% e Lupércio Ramos (PMDB-AM) propõe uma destinação entre 15% e 30%.

A presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Maria do Rosário (PT-RS), também apresentou duas sugestões: 20% do total do Fundo Social para educação na primeira proposta e dois quintos para os dois setores da sua Comissão na segunda (veja todas as emendas). De acordo com esses percentuais, o montante destinado à educação ficaria entre R$ 2,25 bilhões e R$ 4,5 bilhões, ou R$ 6 bilhões compartilhados com a área da Cultura, na proposta da deputada Maria do Rosário (leia entrevista com a presidenta).

Contudo, todas essas emendas, tanto a da Campanha como a dos parlamentares, precisam convencer o deputado Antônio Palocci (PT-SP) e serem incorporadas em seu relatório para, posteriormente, serem aprovadas pela Comissão Especial que analisa a matéria e pelo plenário da Câmara.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Professores, desencanto e abandono

Carta do professor Pedro Quental que está abandonando a rede escolar do Estado do Rio:

" Professores, desencanto e abandono

Nesta semana estive lendo o artigo científico intitulado “Professores,desencanto com a profissão e abandono do magistério” de autoria das pesquisadoras Flavinês Rebolo Lapo e Belmira Oliveira Bueno, da USP. O Artigo retrata a assustadora realidade do abandono do magistério público no estado de São Paulo, bem como os motivos e conflitos que envolvem essadecisão.

Importante ler.Importante ler, pois no Estado do Rio a situação não é diferente,possivelmente até pior. Essa semana conto como mais um que decidiu abandonar a rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Hoje, considerados os descontos, um professor recebe líquido 540, 47 reais por mês. Deste valor ainda precisa ser descontado os gastos com passagem e alimentação. Sobra quanto? Uma bolsa de iniciação científica do CNPq para um estudante de graduação, hoje, é quase o mesmo valor. Mas não é apenas a questão salarial, são as condições de trabalho, assim como a ausência de espaços reflexivos e de real e efetiva participação do professor. Predomina por parte da Secretaria de Educação uma visão claramente administrativa e que enxerga a escola como uma empresa. Uma perspectiva demasiadamente burocrata, onde a discussão sobre educação passa longe, assim como a discussão sobre as condições de trabalho do professor. Basta constatar o artigo de nossa Secretária de educação publicado no “caderno opinião” do “Jornal O Globo” da última segunda-feira, dia 19 de outubro.

A Secretária inicia o texto afirmando que “grandes empresas têm investido na inovação de processos como forma de agregar valor a seus produtos. Na administração pública,essa lógica não pode ser diferente”. Desconsiderando o grande equívoco de transpor uma lógica estritamente empresarial para a esfera da gestão em educação, a Secretária esqueceu-se de comentar que grandes empresas remuneram muito bem seus funcionários. O que não é o caso na rede estadual de educação.Portando um discurso da inovação e modernização da gestão escolar a partir do uso das novas tecnologias, o artigo comunica que se trata de uma “revolução silenciosa” esta que está acontecendo no sistema educacional do Estado do Rio.

Só consigo compreender o sentido deste “silêncio” na constatação da ausência de debates, reflexões, diálogo e efetiva participação de professores, alunos e sociedade neste processo. Quando foi que nos convidaram para esta conversa? Este é o silêncio possível de ver e escutar: as vozes silenciadas de professores, alunos e sociedade. Por este motivo sim, a revolução empresarial que está sendo conduzida é realmente silenciosa.

A postura pedagógica de um professor-pesquisad or, atuante, curioso, investigativo, criativo, reflexivo e tantas outras qualidades que fundamentaram nossa formação e que garantiriam um ensino público de qualidade, são praticamente impedidas de serem realizadas. Eu, comomuitos já fizeram e estão fazendo, estou pedindo exoneração da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. E não são poucos. Todos jovens, recém formados, inteligentes, sagazes, altruístas, compromissados, sérios e dispostos com trabalho. Depois não entendemos porque as coisas estão como estão nessa cidade. Todos pagamos o preço. A questão é social, diz respeito a todos."

Pedro Quental

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Empregabilidade

Empregabilidade: competências pessoais e profissionais

*Ana Lúcia Barduchi e Josiane Cintra

O mercado de trabalho é o espaço composto pelas pessoas que procuram emprego e por aquelas que oferecem emprego e determina, em função do panorama socioeconômico, o valor do trabalho.
Há muito tempo este mercado vem passando por mudanças e, por isto, tanto o mundo corporativo quanto as pessoas precisaram se adaptar para sobreviver. As empresas mudaram seus processos de trabalho e enxugaram seus quadros de funcionários. Ocupações desapareceram, como por exemplo, a de datilógrafo; outras surgiram, como por exemplo, a de webdesigner; e outras ainda surgirão.
Os nascidos entre as décadas de 70 e 80 provavelmente conhecem pessoas que iniciaram e concluíram suas carreiras em uma mesma empresa. Mas, isto é coisa do passado. A chamada “estabilidade no emprego”, antes tão valorizada pelas empresas no momento da contratação, começou a ser vista como acomodação no emprego. Atualmente, se valoriza o aprendizado e o crescimento obtido através do trabalho. Dessa maneira, torna-se comum e até certo ponto desejável que os profissionais mudem de função e de área dentro da mesma empresa ou mudem de empresa.
As mudanças são a maior certeza em mundo globalizado e aproximado pelas tecnologias da informação e comunicação. Para serem competitivas, pessoas e empresas precisam ser ágeis, flexíveis, versáteis, proativas, resilientes, empreender, acompanhar e promover mudanças, inovar, diferenciar-se. Os profissionais com essas características têm elevado o valor do seu trabalho e da sua empregabilidade. São os chamados “talentos”, nem generalistas nem especialistas, são multiespecialistas. Empregabilidade é mais do que a capacidade de o indivíduo conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e conseguir promoções. É definida por Rueda, Martins e Campos (2004) como as ações empreendidas pelas pessoas para desenvolver habilidades e buscar conhecimentos favoráveis, com vistas a conseguir uma colocação no mercado de trabalho, seja ele formal ou informal.
Já a empresariedade é a capacidade da empresa em reter seus talentos por meio de ações como: ambiente incentivado e saudável; salário competitivo; benefícios iguais ou acima do mercado; excelente clima organizacional; política de recursos humanos clara, objetiva e voltada para o desenvolvimento do indivíduo; objetivos e metas que permitam o crescimento do indivíduo alinhado ao crescimento da empresa; lideranças proativas e voltadas para os resultados globais; feedback que aponte as soluções; reconhecimento; respeito às diferenças, compreensão de pessoas enquanto capital intelectual e valor atribuído ao conhecimento.
Considerando todo esse contexto, como se configura o panorama atual do mercado de trabalho? Alguns dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicilio (PNAD), de 2007, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), auxiliam a responder essa questão e apontar algumas tendências. Do total da população ocupada, entre os anos de 2006 e 2007 houve aumento do número de pessoas empregadas e redução do número de empregadores. Em 2007, do número total de pessoas ocupadas, 57,4% era de empregados e 21,2% de trabalhadores por conta própria.
De 2003 a 2007 houve diminuição da taxa de desemprego. Em 2008, mesmo com o início da crise econômica mundial, o mercado de trabalho mantinha o comportamento de evolução positiva. Entretanto, a CEPAL e a OIT projetam para 2009 uma taxa de desemprego de 8,5% para a América Latina e Caribe. Subiu a demanda por mão de obra mais qualificada. A faixa de trabalhadores com 11 anos ou mais de escolaridade completa cresceu acima de 70% entre 2001 e 2008.
Trabalhadores com menos tempo de estudo vêm perdendo posição no total de pessoas ocupadas. Entre 1992 e 2006, o nível de escolaridade média aumentou na população em idade ativa (PIA): com 9 a 11 anos de estudo (de 14.8% em 1992 para 30% em 2006) e com 12 anos ou mais (de 7,1% para 12.9%). Também há maior valorização da escolaridade nos processos de contratação, bem como uma correlação positiva entre anos de estudo e taxa de participação no mercado de trabalho (Fonte: CEPAL, PNUD e OIT).
Relacionando estes dados com nossa experiência profissional junto às Instituições de Ensino Superior e na área de R.H, é possível concluir que as pessoas têm buscado cada vez mais na educação o modo para sua qualificação pessoal e profissional. Por outro lado, é comum ouvir dos profissionais da área de gestão de pessoas, responsáveis por identificar esses talentos no mercado, que há postos de trabalho em aberto por falta de pessoal qualificado.
O que está causando esse descompasso? A educação formal, de nível superior, está preparando jovens e adultos para este século? As profissões se modificam e se atualizam constantemente, sendo importante uma maior aproximação entre as instituições de ensino superior e o mundo corporativo. Também é preciso que ambos trabalhem no desenvolvimento para além das competências técnicas, considerando as competências intelectuais e humanas como fatores essenciais na construção de uma nova história, de inclusão, de desenvolvimento e de realização.
No Brasil, algumas empresas têm reconhecido e procurado atender a demanda por capacitação e desenvolvimento de seus colaboradores. Na edição especial do Guia das “150 melhores empresas para você trabalhar” (Editora Abril), nota-se que as políticas de desenvolvimento de pessoas das 10 melhores empresas têm um índice de satisfação dos colaboradores entre 78,9% a 100%. Vale ressaltar que esses dados não são representativos da realidade brasileira.
As relações sociais estão em reconstrução, valores precisam ser rediscutidos e incorporados às pessoas, ao mundo corporativo e ao mercado de trabalho. Seria muito bom que pessoas, empresas e instituições de ensino norteassem cada vez mais suas ações pelo saber ser, conviver, aprender e fazer, com iguais pesos e dedicação de esforços.
Para finalizar, deixamos outras perguntas que ajudam a pensar nas tendências do mercado de trabalho: desenvolvimento pessoal e profissional, responsabilidade de quem? Cada participante desse mercado tem desenvolvido o seu papel?

* Psicólogas, professoras, pesquisadoras e consultoras de RH. As duas especialistas lançaram recentemente o livro “Empregabilidade: competências pessoais e profissionais”, pela Editora Pearson.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Personalidade Educacional de 2009

Ocorre nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 19 horas, no auditório do Jockey Club, no Centro do Rio, a solenidade de entrega do título "Personalidade Educacional de 2009". A iniciativa é da Associação Brasileira de Educação (ABE), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Folha Dirigida e tem como objetivo homenagear aqueles que se dedicam, de maneira marcante, à educação. Segundo os organizadores, a escolha foi feita espontaneamente por meio de votação direta por um colégio eleitoral constituído por 5.674 representantes das comunidades educacional e cultural do Rio de Janeiro.

Cultura Inglesa


A Cultura Inglesa, em sua unidade Centro, realiza sexta-feira, 23 de outubro, em diversos horários, uma série de seis palestras com representantes de universidades londrinas. Cada aluno da Cultura pode participar de até duas palestras.




Turismo

CIEE LANÇA CURSO PARA APRENDIZ EM TURISMO

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) lança um

novo módulo para o Programa Aprendiz Legal: a capacitação

em Turismo. Jovens de 14 a 24 anos interessados em se

candidatar a vagas de aprendiz em empresas da área turística

já podem procurar a unidade do CIEE mais próxima

ou acessar o site www.ciee.org.br.

O objetivo do novo curso é atender à demanda de mão-de-obra

capacitada para um mercado que não para de crescer. Eventos

internacionais como os que o País receberá em breve, como

a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, proporcionarão

um desenvolvimento ainda maior. "Só com a Copa, a receita está

estimada em US$ 3,5 bilhões e geração de 170 mil empregos, sendo

100 mil deles no turismo. A potencialidade da área turística é enorme",

afirmou recentemente Nilo Sergio Felix, presidente da Companhia

de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (TurisRio), em entrevista

ao jornal DCI.


Os jovens e as empresas interessados em participar do Programa

Aprendiz Legal podem obter mais informações e se cadastrar

no sitewww.ciee.org.br.

Professor de 40 horas no Plano de Carreira

O secretário Estadual de Planejamento do Estado do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, declarou em encontro com a participação da presidente da UPPES, Teresinha Machado, que governo envia ainda este mês à Alerj, projeto de inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Carreira do Magistério. A presidente da UPPES disse que a decisão é mais uma vitória do sindicato e da categoria.

“Finalmente o governo apresentou proposta de inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Carreira, com a promessa de que o projeto será votado pela Alerj até o fim deste mês de outubro. Essa é uma luta travada pela UPPES há vários anos e que contou com o aval do ex-secretário de Administração Hugo Leal, que reconheceu, na ocasião, se tratar de uma medida de justiça”, frisou.

A professora Teresinha afirmou que, no atual governo, o sindicato não envidou esforços para ter a questão resolvida, mantendo entendimentos com o secretário de Planejamento, Sergio Ruy, com a secretária de Educação, Tereza Porto e com a Secretaria de Administração. “Também foi decisivo o apoio que tivemos da Comissão de Educação da Alerj e dos deputados Paulo Melo e Aparecida Gama, lideranças do atual governo”, assinalou.
VEJA MAIS EM www.uppes.com.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CIEE: estágio em Engenharia

CIEE TEM 316 VAGAS DE ESTÁGIO
EM ENGENHARIAS ABERTAS EM TODO O PAÍS

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está recrutando estudantes do primeiro ao penúltimo ano de cursos de Engenharia para 316 vagas ofertadas em todo o País. A maior parte das oportunidades é voltada para Engenharia Civil (154); Engenharia de Produção (40) e Engenharia Mecânica (39) estando as demais distribuídas entre várias outras especialidades.

A maioria das vagas exige conhecimentos do Pacote Office, principalmente planilha Excel e AutoCAD, e aproximadamente 40% delas solicita o idioma inglês, do nível básico ao intermediário. Os valores de bolsa-auxílio variam de R$ 150 a R$ 950, para jornadas de 4 horas, e de R$ 170 a R$ 1.868, para jornadas de 6 horas, além de benefícios, como auxílio-transporte e vale-refeição (exceto para jornadas de 4 horas), sendo que algumas ainda oferecem vale-farmácia. Além dessas oportunidades, o CIEE está com mais de 5 mil vagas para estudantes dos ensinos médio e superior no Estado de São Paulo.

Os interessados em consultar as ofertas podem se inscrever pelo site www.ciee.org.br.

ENGENHARIA - 2 vagas
ENGENHARIA AMBIENTAL - 4
ENGENHARIA CARTOGRAFICA - 2
ENGENHARIA CIVIL - 154
ENGENHARIA DA COMPUTACAO - 6
ENGENHARIA DE AUTOMACAO E CONTROLE - 1
ENGENHARIA DE PETROLEO - 1
ENGENHARIA DE PRODUCAO - 40
ENGENHARIA DE PRODUCAO - ELETRICA - 1
ENGENHARIA DE PRODUCAO - MECANICA - 2
ENGENHARIA DE PRODUCAO ELETRICA/TELECOMUNICACOES - 1
ENGENHARIA DE TELECOMUNICACOES - 3
ENGENHARIA ELETRICA - 30
ENGENHARIA ELETRICA - ELETRONICA7ENGENHARIA ELETRICA - ELETROTECNICA - 2
ENGENHARIA ELETRONICA - 5
ENGENHARIA MECANICA - 39
ENGENHARIA MECANICA - AUT.E SISTEMAS - MECATRONICA - 4
ENGENHARIA MECATRONICA - 4
ENGENHARIA METALURGICA - 1
ENGENHARIA QUIMICA - 6
ENGENHARIA TEXTIL -1

TOTAL - 316 vagas