Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Projeto de Vida

Primeira turma é formada

Iniciativa ajuda na inclusão de  adolescentes que cumprem medida socioeducativa
Desenvolvido pela Vara da Infância e da Juventude em cooperação com a ONG Mãe África, Conselho de Integração Empresa Escola – CIEE, e a Universidade Veiga de Almeida, o Instituto da Criança e o RECODE, o PROJETO DE VIDA forma na quinta-feira (16/5) a sua primeira turma. Quinze jovens formandos, em cumprimento de remissão suspensiva, receberam através do projeto atendimento psicológico e de serviço social, além de participar de oficinas de reforço escolar, atividades culturais e de aprendizagem.  A iniciativa visa dar apoio e promover a inclusão dos jovens que cometeram atos infracionais de baixa gravidade com a participação da sociedade e não apenas do estado.
A solenidade de formatura foi realizada no salão do Tribunal Pleno, Antigo Palácio da Justiça, na Rua Dom Manuel 29, Centro, às 11h.

terça-feira, 9 de abril de 2019

PREFEITURA DE ARARUAMA

ESTRATÉGIA É DE PRIORIZAR
CANDIDATOS DA REGIÃO DOS
LAGOS PARA AS 1.868 VAGAS

Os salários do concurso para a Prefeitura de Araruama, em tese são considerados baixos (salário mínimo para a maioria dos cargos, inclusive de nível superior, mas neste último caso compensados por menor carga horária, permitindo que o profissional trabalhe por conta própria ou em outro município, aumentando assim o rendimento). A estratégia é de que a massa de candidatos seja moradora da própria cidade ou de municípios próximos, economizando em gastos com passagens e tempo de chegada ao local de trabalho.

A previsão é de que o edital do concurso saia até o meio do ano (junho-julho). Não está descartada a convocação de concurso para temporários nas vagas da saúde e educação até que o concurso público seja concretizado e os aprovados empossados nos cargos.

Veja as ofertas
de vagas por
escolaridade e
salários
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Nível superior - 25 horas

Orientador Social - R$ 1.586,39 - 3 vagas
Orientador Pedagógico - R$ 1.842,42 - 22 vagas
Orientador Educacional - R$ 1.842,42 - 25 vagas
Pedagogo - R$ 1.842,42 - 4 vagas
Professor I - R$ 1.842,42 - 271 vagas
Professor II - R$ 1.015,71 - 530 vagas

Nível superior - 20 horas - Salário Mínimo
Assistente Social - 23 vagas
Biólogo - 2 vagas
Dentista - 2 vagas
Engenheiro Civil - 1 vaga
Enfermeiro - 67 vagas
Farmacêutico - 14 vagas
Fonoaudiólogo - 5 vagas

Nível Superior - Medicina - 20 horas - Salário de R$ 1.200
Angiologista - 3 vagas
Cardiologistas - 10 vagas
Cirurgião - 2 vagas
Dermatologista - 2 vagas
Endocrinologista - 2 vagas
Ginecologista - 7 vagas
Neurologista - 7 vagas
Obstetra - 9 vagas
Oftalmologista - 2 vagas
Ortopedista - 7 vagas
Otorrinolaringologista - 2 vagas
Pediatra - 25 vagas
Pneumologista - 3 vagas
Psiquiatra - 2 vagas
Reumatologista - 2 vagas
Urologista - 2 vagas
Veterinário - 2 vagas
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Nutricionista - 9 vagas

20 horas - Salário Mínimo
Psicólogo - 10 vagas
Terapeuta Ocupacional - 4 vagas

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Nível Fundamental - antigo 1° grau - Salário Mínimo - 44 horas

Artífice especializado - 4 vagas
Auxiliar de disciplina - 50 vagas
Coveiro - 10 vagas
Maqueiro - 4 vagas
Merendeira - 100 vagas
Motorista de Transporte Escolar - B, C, D ou E - 25 vagas
Motorista B, C, D ou E - 21 vagas
Motorista - B - 3 vagas
Motorista D - 26 vagas
Vigia - 90 vagas
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Nível médio - antigo 2°grau - Salário Mínimo

Guarda Civil - 44 horas - 100 vagas

Cuidador - especializado na área - 44 horas - 3 vagas
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Médio - 40 horas - Salário Mínimo
Secretário Escolar - curso de Secretariado - 12 vagas

Oficial administrativo/informática - 25 horas - 147 vagas
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Médio - técnico -
Técnico em Raio X - 25 horas - 2 vagas
Técnico em Higiene Dental - 44 horas - 9 vagas
Técnico em Enfermagem - 44 horas - salário mínimo  - 100 vagas
Técnico em Laboratório - 44 horas - salário mínimo - 6 vagas
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lenin: o passado é uma roupa

O mago Belchior decretou em uma de suas músicas que "o passado é uma roupa que não nos serve mais".
Digo isso a respeito do aniversário de morte do líder comunista Vladimir Ilitch Ulianov, em 21 de janeiro de 1924, aos 53 anos.
Como fato histórico é presença obrigatória em relação aos acontecimentos marcantes do século passado.
Como fato presente, Lenin é figura morta e embalsamada, como aliás se encontra em exposição permanente no mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou.
Não há nenhum demérito em relação a isso.
O próprio Lenin, que contraiu séria doença no mesmo ano da criação da União Soviética, se vivo fosse, estrategicamente, não levantaria a sua bandeira de Santo Marxista.
O comunismo preconizado por Lenin desmoronou praticamente em todo o mundo. Se irá renascer mais adiante, não é História e sim cartomancia. Não há qualquer indício sério em relação a isso. A própria China mantém o nome comunismo apenas como um rótulo, exercendo fielmente o seu Capitalismo de Estado. Cuba e Venezuela são dupla que não pesam na chamada Ordem Mundia. A Coreia do Norte dá passos de querer virar o próximo filho pródigo.

Os chamados cachorros grandes é que dão a carta (Europa, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, entre outros). O capitalismo, que não é selvagem, em sua sobrevivência absorveu muitas das bandeiras consideradas válidas do antigo socialismo real.
Mas é o capitalismo que dá as cartas no mundo, com seus jatos modernos, carros velozes, celulares, máquinas e bugigangas em geral, influenciando até mesmo o mundo da religiosidade com a teologia da prosperidade, enquanto a teologia da libertação reúne apenas um pequeno número de fiéis.
Lenin foi um grande pensador para sua época. A sua capacidade como líder e governante esteve sempre em adequar o rumo da sua revolução à realidade. Por isso, flertou com a economia de mercado quando houve necessidade. Sua estratégia era a de ser preciso recuar um passo para poder se avançar dois.
Diante do que se convencionou chamar de democracia burguesa, Lenin tem o pensamento e agir de um verdadeiro espírito autoritário e anti-democrático. O seu endeusamento por alguns é grande trunfo para os que pregam a escola sem partido. 
É atribuída a ele frases como: "Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. Nossas crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas". 
Outra pérola atribuída ao pensador comunista: "Os capitalistas chamam liberdade à liberdade dos ricos de enriquecer e à dos operários para morrer de fome. Os capitalistas chamam de liberdade de imprensa à compra dela pelos ricos, servindo-se da riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública".
E mais: "A liberdade é uma coisa tão preciosa que devia ser racionada. Ideias são mais letais que armas. A teoria sem a prática de nada vale, a prática sem a teoria é cega. Um imbecil pode, por si só, levantar dez vezes mais problemas que dez sábios juntos não conseguiriam resolver. Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!"

ADEUS LENIN!

Mauricio Figueiredo

domingo, 20 de janeiro de 2019

ÍDOLOS DE PÉS DE BARRO

É SEMPRE ASSIM. Deixamos de lado a nossa vida: nossa capacidade de estudarmos mais, trabalhar mais, divertirmos mais, reunirmos mais com nossos verdadeiros amigos, etc, para entrarmos na roda viva do culto ao deus dinheiro, consumo desenfreado, endeusamento de políticos, artistas, filósofos e demais simples mortais.
Como tolos somos em deixar em segundo plano o cuidado com nossa própria saúde, educação, qualidade de vida e tudo o mais que nos faz progredir como pessoa e aí sim, nos capacitar, em melhor servir ao próximo.
Transferimos todas as nossas esperanças e expectativas para ídolos de pés de barro. Agimos como o rei babilônico Nabucodonosor, construindo nosso deus cravejado de diamantes e fundido no mais puro ouro. Embevecidos adoramos o deus dinheiro, política, bens materiais e tudo o mais, mas não percebemos que tudo isso é erguido tendo por base pés de barros.
O sonho que alertou Nabucodonosor, quando uma simples pedrinha rola de uma montanha e ao bater nos pés do deus desmorona tudo ao redor, precisa ser também o da nossa tomada de consciência.
Assim é a crise econômica e moral que abate o Brasil e também outros países do mundo. Nada mudará se a verdadeira transformação não partir de dentro da nossa casa, do âmbito familiar e a começar por nós.
A falta de autoridade moral na família, com pais se rendendo a caprichos de filhos mal educados, com o receio de que se forem contrariados poderão seguir caminhos inadequados como o mundo das drogas, pornografia, etc, é a mesma posição da sociedade em relação a tudo o mais. Nossos deuses de pés de barros também são intocáveis e a eles nos postamos em adoração. Até quando?
(Mauricio Figueiredo)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Descanse em Paz

Sabe aquela pessoa que você sempre vive procurando. Enviando mensagens. Felicitando. Não esquecendo do aniversário. Perguntando aos outros notícias sobre ela.
Sabe aquela pessoa que você sempre teve na maior conta. Tratou como um verdadeiro irmão, filho ou filha. E pode até ser que seja verdadeiramente seu irmão, filho ou filha.
Aquela pessoa que não dá a mínima para você e te responde monossilabicamente as suas mensagens ou até menos que isso, te envia uma carinha com um um dedinho marcando positivo ou como para você deixá-la em paz um coraçãozinho enfeitado e nada mais.
Não fique triste com isso. Agradeça a Deus por ter tido ou ter na sua vida um amigo ou amiga tão ocupado.
Não faça falsos julgamentos: quem sabe ela está neste momento visitando asilos, ou em jejum permanente pela paz no mundo, ou participando de reuniões para salvar o país do fascismo ou do comunismo. Ou simplesmente, ela viva cansada e precise apenas descansar.
Respeite e a deixe "descansar em paz".
(Mauricio Figueiredo)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O diabo e o Bom Deus

O INFERNO SOMOS NÓS

O bom do filósofo Sartre está em que muitos de seus escritos são facilitados por sua obra literária, de compreensão mais acessível. Seus romances e peças teatrais nos questionam e fazem pensar, mesmo que seja para discordar de algumas de suas propostas. Uma das mais famosas é a de que "o inferno são os outros".
Realmente, ainda hoje somos propensos a colocar a culpa de nossas mazelas sempre em algo externo, desde governo, chefes, parentes, pais e irmãos, passando por amigos, gatos e cachorros ou o pobre mortal da esquina pedindo esmola e incomodando o nosso dia.
Para nós que perdemos tempo projetando o governo Bolsonaro, como se fosse durar eternamente mais do que os 4 anos previstos em lei, achando que representará a própria ação do Messais transformando o Brasil para melhor, ou então o aprofundamento do vale de lágrimas em que nos metemos, "O diabo e o Bom Deus"
,de Sartre, cai como uma luva.
Ao contrário do Palhaço deputado que prega que "pior que está não vai ficar", a obra do filósofo existencialista, no estilo da lei de Murphy, demonstra que o ruim pode sim tornar-se péssimo. Não vai aqui qualquer alusão ao futuro governo federal ou dos eleitos no estado. Felizmente, muito do que acontece a maioria de nós é fruto mesmo de nossas ações e nesse caso, o inferno deixa de ser os outros para ser nós próprios. 

Traduzido de inglês-O Diabo e o Bom Deus é uma peça de 1951 do filósofo francês Jean-Paul Sartre. A peça diz respeito às escolhas morais de seus personagens, o senhor da guerra Goetz, o clero Heinrich, o líder comunista Nasti e outros durante a Guerra dos Camponeses Alemães.Wikipedia (inglês) - Mauricio Figueiredo

domingo, 9 de dezembro de 2018

HORA DO ALMOÇO

NEM BOLSONARO
E NEM NINGUÉM

É claro que não devemos desconhecer os acontecimentos ao nosso redor. Das implicações que novos governantes trazem às nossas vidas.
É claro que devemos participar do mundo político, de acordo com nossas possibilidades, vocações e da forma que julguemos mais eficiente.
Contudo, há um governo cuja ação depende apenas de nós. Somos o rei ou rainha desse pedaço. Trata-se de nossa própria vida. Do nosso próprio umbigo que limpamos quando bem quisermos e se quisermos.
Muita energia perdemos tentando agir no mundo exterior. Nos perdemos em discussões inúteis, que que, muitas vezes, elas nos acrescente algo ou que também contribua de alguma forma para nossos interlocutores.
Mas, a nossa saúde? Realmente estamos realizando um bom governo nessa área? Aqueles 10 kilos ou mais que precisamos ganhar ou eliminar, de que forma estamos agindo eficazmente em relação a isso, que tanto nos afeta, e, se descuidarmos poderá nos levar mais cedo para o buraco.
E a nossa educação? Quanto tempo gastamos apenas com simples entretenimento que apenas nos divertem mas pouco acrescentam em termo de conhecimento e melhoria de nossa capacitação profissional?
E o nosso Ministério do Lazer e Turismo? Será que estão fundidos com o do trabalho largado sempre para um segundo momento que nunca surge?
Muita coisa realmente podemos fazer por nós e até mesmo pelos que nos são mais próximos e queridos, mas, por vezes, acabamos nos omitindo por preguiça ou mesmo pela perda de tempo com questões menos importantes.
O poeta baiano Gregório de Matos disse de maneira exemplar, referindo-se à cidade de Salvador: "Quem são vocês que querem governar o mundo e não sabem governar suas cozinhas?"
2019 - deixar os políticos e a politicagem tradicional um pouco de lado e investirmos em nossas próprias vidas, pois "senão chega a morte ou coisa parecida e nos leva moço sem ter visto a vida", já dizia o poeta Belchior. (Mauricio Figueiredo)

sábado, 10 de novembro de 2018

Era Bolsonaro

ENEM VAI TER
BANCA MILITAR

As questões da versão 2018 do ENEM repercutiram negativamente no âmbito do futuro governo. Ao inserir na pauta do exame a problemática LGBT, muitos entenderam o fato como uma contestação da atual banca examinadora. O recado foi dado e o próprio presidente eleito anunciou que em seu governo o Enem terá uma nova roupagem. Jair Bolsonaro chegou a enfatizar que ele mesmo vai ter interesse de olhar as questões antes delas serem aprovadas.
Talvez haja exagero no presidente eleito passando a limpo as questões do Enem, mas o modelo 2018 representou o "último baile do Fiscal" de um estilo de educação que há muito é contestado por setores conservadores. Critica-se, de modo geral, um alto conteúdo ideológico na educação brasileira que viceja desde o ensino médio e passa a ser a marca registrada do ensino superior, tanto na área pública como privada.
Na avaliação dos educadores adeptos do futuro governo, o mal da raiz está justamente no Enem, pois, com sua formatação ideológica acaba influenciando de maneira forte o ensino médio, tanto o público como o privado. Eles alegam que tanto as escolas como os pais querem ver o sucesso dos alunos e filhos e por isso, não há maior contestação ao que chamam de educação esquerdizante.
Para o novo Enem, a partir de 2019, professores que atuam na área militar (Colégios Militares e das unidades do Exército, Marinha e Aeronáutica, a exemplo o Colégio Naval, em Angra dos Reis, deverão ser acionados para compor a nova banca examinadora).
O exame de acesso ao ensino superior deverá contribuir para a implantação em larga escala do que os adeptos do futuro governo chamam de "escola sem partido". A análise é de que a educação brasileira mantém um anacronismo de viés socialista, desconhecendo o desmoronamento do bloco soviético, a queda do muro de Berlim em 1989 e o fim do chamado socialismo real, insistindo em um modelo fora dos padrões do que chamam mundo civilizado ocidental.
A chamada Era Bolsonaro terá um grande componente na Educação e o novo ministro deverá estar afinado com este perfil. Da mesma forma, a Cultura será atingida com um novo padrão de estímulo à artistas até agora colocados em segundo plano, em detrimento dos que também são vistos como estimuladores da bandeira socialista hasteada de maneira quase hegemônica nos meios de comunicação.
Hino Nacional, hasteamento da bandeira, estímulo ao uso do uniforme, punição severa aos atos de indisciplina em sala de aula e na escola, ensino religioso, ética e moral e cívica. Vem aí, a escola sem partido. (Mauricio Figueiredo)

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Bolsonaro

HORA DE ACALMAR
OS ÂNIMOS
(Recado do repórter - Mauricio Figueiredo)

O clima eleitoral foi tenso. Amizades foram desfeitas e atritos surgiram mesmo no meio familiar. Ainda há um clima de guerra tanto de palavras como de ações mantido por aqueles pouco afeitos ao clima democrático e que cultivam o autoritarismo a qualquer custo.
É preciso, desde já, baixar a bola da violência. Para isso, o presidente eleito e seus auxiliares mais diretos possuem um papel fundamental. As palavras não podem ser as mesmas do clima eleitoral e mesmo antes dele.
Machado de Assis disse na boca de um de seus personagens que "aos vencedores as batatas". Quem perde deve saber aceitar a derrota e sem arrogância verificar com serenidade o que contribuiu efetivamente para o insucesso eleitoral.
Já quem ganha deve ter a humildade e a sabedoria de ver nos derrotados não inimigos a ser combatido, mas extrair das propostas, falas e ação dos opositores aquilo que possa realmente contribuir para se fazer um melhor governo.
Como a metamorfose ambulante preconizada por Raul Seixas, é preciso coragem para saber mudar de opinião quando for necessário.
É hora dos bandidos pé rapados e os de colarinho branco deporem as armas. Os primeiros deixando de acoar o povo honesto e trabalhador e os outros desistindo de assaltar os cofres públicos e ambos pagando pelos crimes cometidos.
Não há mais espaço para a violência. O povo brasileiro não quer atitudes fascistas e muito menos socialistas ao estilo stalinista.
É preciso dar uma oportunidade a Paz. Ser oposição sem subserviência, exercendo democraticamente a pressão quando necessária e ser situação sem arrogância e respeitando o direito dos opositores.
A democracia é uma construção diária. Há países com maior experiência que a nossa, e não há vergonha em olhar para o lado e ver como os outros fazem. Mas, da mesma forma temos avanços sociais em nossa sociedade que também são objeto de admiração de muitos povos.
Em fevereiro tem carnaval.
(Mauricio Figueiredo)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Um novo caminho

O BRASIL
MERECE O MELHOR
(Recado do Repórter - Mauricio Figueiredo)

O presidente eleito Jair Bolsonaro fez algumas andanças pelo mundo. Ficou muito impressionado com Israel, verificando que um país extremamente pequeno possui infindáveis recursos tecnológicos e com sabedoria conseguiu domar a feracidade do deserto. Ele compara com o Brasil, um país rico em recursos naturais, mas que tem grande parcela de seu povo em grave estado de miséria.
Bolsonaro e Haddad, na troca de gentilezas, chegam a conclusão de que o Brasil merece o melhor. O candidato derrotado do PT informa que vai se retirar para a vida acadêmica, o que não implica em abandonar o jogo político.
Construir uma oposição questionadora quando necessário é apostar em um Brasil melhor, na construção de uma democracia sólida.
É dito que os extremos se atraem. Extrema direita e extrema esquerda contribuem para um Brasil dividido e em risco de uma guerra fratricida que não cabe mais no mundo moderno.
Terceiro colocado no jogo político, Ciro Gomes (PDT) também pretende ser o grande nome da oposição e atuar de forma madura e com os olhos, desde já, voltados para o pleito de 2022, prometendo se desgarrar totalmente do PT, pelo qual se considera traído.
Outros nomes estão em cena: Marina Silva (Rede) terá a tarefa de reconstruir seu partido e sua própria imagem. Foi ministra do Meio Ambiente e parece ter, para o eleitorado, parado no tempo só voltando plenamente a cena na época das eleições. Espera-se dela voos mais substanciais, ocupando um cargo executivo na qual suas ideias tornem-se mais visíveis. Até o prefeito de Colatina, Menegueli, no Espírito Santo parece ganhar mais projeção que Marina e outros.
Meirelles entra no jogo apenas como um nome a ser lembrado, caso haja necessidade pelos que apreciam seu modelo econômico. O jovem Boulos e seu partido PSOL, caso queiram ir mais adiante no jogo eleitoral, terão de deixar de lado certas bandeiras distanciadas da massa de eleitores e colocar de maneira mais objetiva um projeto real de transformação do país. Esse é o caso do jovem cabo Daciolo, que deverá optar pela construção de uma imagem mais sólida, tendo em vista sua expressiva votação (foi o sexto colocado) ou seguir como um simples político folclórico.
O PSDB tucano não está morto. Ganhar em São Paulo, com Dória, não é pouca coisa. É ter nas mãos o coração e o pulmão brasileiro. O partido terá de refazer sua estratégia totalmente equivocada com Geraldo Alckmin. Perde força no Congresso, mas ainda resiste no plano nacional.
Qualquer que seja a estratégia dos partidos, as eleições de 2018 deixam claro que a maioria dos brasileiros está fechada com os que colocam o Brasil em primeiro lugar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A derrota de Haddad

RADICALISMO, DOENÇA
INFANTIL DA ESQUERDA

No ensaio "Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo", de maio de 1920, Lênin ataca membros da Terceira Internacional, acusando-os de desvio ideológico à esquerda.

A esquerda brasileira acaba de ser derrotada nas urnas, mostrando o desencanto de parcela acentuada do povo com as suas principais bandeiras.

Poderia se dizer que a esquerda foi derrotada pela corrupção e pelo clima geral de insegurança que campeia de Norte a Sul do país, dois pontos que o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro soube colocar como prioridade em seus discursos, atraindo fortemente o eleitorado.

Abraçada a bandeiras atraentes para um público juvenil, mas distanciada do chamado "povão", o candidato do PT, Fernando Haddad, tentou nos minutos finais da prorrogação virar o jogo, utilizando de armas que não seduzem mais a massa, como a presença marcante de artistas afinados com um certo intelectualismo universitário. Quando procurou colocar o hip hop na trilha musical, tudo desafinou ainda mais com um discurso crítico do Mano Brown.

A própria esquerda cavou sua sepultura ao utilizar um radicalismo hostil a segmentos respeitados da sociedade. Em nome de um feminismo controvertido e de uma defesa inábil das minorias, agrediu-se as igrejas e isso ao eleitor comum soou de forma falsa, quando presenciou Haddad e Manuela, comungando durante uma missa e em outros atos religiosos.

O "ajoelhar tem de rezar" passou para o eleitorado uma imagem de falsidade e apelação. 

Tentou-se dar ao público a imagem do candidato adversário como um ser grotesco e radical, mas a esquerda acabou usando a mesma arma com que acusava Bolsonário: violência, intolerância e agressividade na tentativa de convencimento do eleitor.

A ideia de que se rouba no Brasil desde o tempo de Cabral (o descobridor) sempre esteve no imaginário popular. O "rouba mais faz", de Ademar de Barros; o presidente bossa nova de JK com compra de porta aviões e a construção de Brasília; e tantos outros, incluindo o silêncio sobre os gastos do período militar (Transamazônica, Ponte Rio-Niterói, Usinas Nucleares, etc) são alguns entre múltiplos exemplos.

A novidade do PT foi enfatizada por um de seus líderes maiores, José Dirceu: "somos o partido que não rouba e não deixa roubar".

Com a explosão do lava-jato, entre outros escândalos, ficou marcado na cabeça de muitos a ideia de um partido traidor do povão. 

Durante os debates e propaganda eleitoral, a corrupção associada ao Partido dos Trabalhadores foi marcante. 

No segundo turno, o candidato Fernando Haddad passou a ter uma pesada cruz para carregar nos ombros. 

A meninada nas ruas e nas escolas contribuiu, em muito, para aumentar o distanciamento do povão. Intolerância contra professores e colegas que ousaram nadar contra a maré deu a ideia de disputa entre moedas da mesma face.

O esperado apoio de Ciro Gomes não ocorreu, bem como de outros da chamada esquerda ou centro. A esquerda partida dá a entender que para 2022 terá de ser na base de cada um por si. 

Haddad tentará capitalizar a expressiva votação de 45 milhões de brasileiros, mas consciente de que muita dessa gente vem de outras fontes. Fez um discurso de derrotado para a plateia juvenil, mas depois de colocar a cabeça no travesseiro verificou que é preciso se afastar do radicalismo. Democraticamente, enviou cumprimento ao presidente eleito.

Depois de uma facada no estômago, o próprio Bolsonaro vem ganhando consciência de que o Brasil fruto das urnas exige que se pegue leve nos discursos e nas ações. 

Quem optar pela doença infantil do radicalismo ficará falando sozinho ou quem sabe lotando plateias revolucionárias no melhor dos shows de rock anglo-americano, aumentando ainda mais o muro de distanciamento do povo. (Mauricio Figueiredo)