Mauricio Figueiredo

Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ilha do Governador

Biblioteca  Euclides da Cunha tem atividades nestes sábado e domingo
Fique atento, não se esqueça da programação de nossa querida biblioteca na Maratona Cultural:

Dia 8 de agosto - sábado

Troca de Livros, das 10 às 16 horas;

Ônibus Livros nas Praças, com distribuição de revistas em quadrinhos e brindes, das 10 às 14 horas;

Contação de estórias com o Professor Áureo Ramos, às 10 horas;

Show de Música Sertaneja com João Maria de Lima, às 14 horas.

Dia 9 de agosto - domingo

Troca de livros, das 10 às 16 horas;

Palestra sobre o Povo Celta com o Grupo Gnosis Brasil, 10 horas;

Contação de estórias com Myrian Stanchi, 14 horas;

Gincanas e brincadeiras com o Professor Valdir Pereira Augusto, 15 horas.

Todas as atividades são gratuitas.

A nossa querida biblioteca fica na Praça Danaides, sem número, no Cocotá. Ao lado do Parque Poeta Manuel Bandeira e da agência da Caixa Econômica Federal do Cocotá. Próxima da Paróquia de São Sebastião.
12 de agosto - quarta-feira


"Quem Nunca Foi ao Museu Não Sabe o que Perdeu!"

Conheça 10 museus de nossa cidade através de uma peça musicada superanimada!

Com duas apresentações: 12 de agosto, às 10 horas; e 16 de setembro, 14 horas!

O público-alvo são as crianças de 8 a 12 anos, mas todos podem participar e se divertir!

Como todas as programações de nossa biblioteca, é de graça!

Traga seu filho! Convide a família, os vizinhos, os amigos. 

É uma grande chance de você imergir a criança insulana nesse rico universo cultural, que são os museus!

Nossa querida biblioteca fica na Praça Danaides, sem número, no Cocotá! O ponto de referência é o Parque Poeta Manuel Bandeira!

"Quem Nunca Foi ao Museu Não Sabe o que Perdeu!" 
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sininho nega participação em ato de violência

Juiz Flávio Itabaiana estabelece prazos para alegações finais do processo contra ativistas
O juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal da Capital, determinou o prazo de 10 dias para o Ministério Público apresentar suas alegações finais em relação ao processo contra os 23 ativistas que respondem por associação criminosa, acusados de envolvimento com atos de violência ocorridos durante as manifestações de junho de 2013. Após esse prazo, a Defensoria Pública também terá 10 dias para suas alegações e, em seguida, será a vez de todas as defesas, igualmente no período máximo de 10 dias, concluírem suas alegações. Decorrido esse tempo, o processo de 35 volumes retornará para o juiz apresentar a sentença.
Nesta quarta-feira, dia 5, durante a realização de audiência de instrução e julgamento (AIJ), foi ouvida a ré Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, que negou participação em qualquer ato de violência. Estava previsto, também, o depoimento da ativista Karlayne Morais Pinheiro, a Moa, mas ela optou pelo direito de permanecer em silêncio.
Processo nº 0229018-26.2013.8.19.0001

Violência contra a mulher

'Paz em Casa': debate é levado às escolas

Representantes das secretarias estadual e municipal de Educação e Políticas para as Mulheres tiveram um encontro com professores da rede pública, nesta quarta-feira, dia 5, com o objetivo de levar a discussão da violência contra a mulher para as escolas. A reunião ocorreu na sede do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), na Rua Camerino, Centro do Rio, e também contou com a participação de ONGs e institutos que contribuem para a conscientização do tema através de projetos sociais. O encontro faz parte da programação da segunda edição da “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, que até o dia 7 de agosto intensifica a realização de audiências e julgamentos relativos aos crimes de violência contra a mulher.

O diferencial desta edição do ‘Paz em Casa’ é que a mobilização foi estendida do Judiciário para a área da Educação. O objetivo é que crianças e jovens aprendam, desde cedo, noções de igualdade de gênero. A representante no Brasil do Subcomitê de Prevenção da Tortura  e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes (SPT), da ONU, Margarida Pressburger, elegeu a educação como elemento primordial para que crianças não se tornem adultos violentos. “Crianças não nascem violentas ou com preconceito, elas se tornam assim à medida que crescem. Se forem educadas a respeitar as pessoas desde pequenas não teremos problemas de violência contra a mulher nas próximas gerações. Para mim, não existe a questão da diversidade porque nós somos todos iguais. Fazemos parte de uma única raça humana”, ressalta Pressburger.

Já a secretaria municipal de Políticas para as Mulheres do Rio, Ana Rocha, disse que o combate à discriminação das mulheres é um caso de Direitos Humanos. “Hoje, a violência contra mulher é questão de Direitos Humanos e não mais um problema privado, de briga entre marido e mulher em casa. É preciso fazer um trabalho preventivo em ampla escala e isso incluiu a educação. A visão cultural é de que a mulher é objeto e propriedade do homem e essa visão está entranhada no subjetivo coletivo. O papel da educação é justamente desconstruir essa imagem”, explica.

A coordenadora da “Justiça pela Paz em Casa”, a juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Adriana Ramos de Mello, também esteve presente ao evento. A magistrada relatou um caso de feminicídio julgado esta semana no Tribunal do Júri de Campos dos Goytacazes que chamou sua atenção. A vítima levou 29 facadas do companheiro na frente do filho de três anos. No banco dos réus, o acusado confessou o crime e disse que a esposa não se comportava como deveria, deixando de cozinhar e lavar roupa. “Nós já temos a Lei Maria da Penha e a inclusão do Feminicídio nos crimes hediondos. O que a gente tem que fazer agora é educar as pessoas sobre igualdade de gênero e por isso estamos capacitando juízes e fazendo parcerias com o Estado e Município para que esse assunto seja debatido nas escolas. Homens e mulheres tem que ter igualdade de oportunidades”, exclama a magistrada.

Na reunião foram apresentados trabalhos e iniciativas desenvolvidos nas escolas seguindo as orientações dos planos estadual e municipal de educação. Há a expectativa de inserir a violência doméstica nos currículos escolares. Em seguida foram apresentadas oito experiências de projetos sociais nas escolas, como o “Sem Vergonha”, iniciativa que leva educação sexual para jovens, e a Rede Nami, organização feminista que usa as artes urbanas para promover os direitos das mulheres.

Sala de Cultura Leila Diniz - Niterói


Espetáculo teatral gratuito conta a 
história de Pinóquio
41ª edição do Giro Cultural celebra o 
amor de pai e filhos


    Para celebrar o Dia dos Pais, a Sala de Cultura Leila Diniz
recebe no dia 8 de agosto, às 12h, o espetáculo "Pinóquio
em: Papai conta história". No palco do Giro Cultural, Gepeto,
pai do boneco de madeira que se tornou menino de verdade,
conta as aventuras do filho ao lado dos inseparáveis amigos:
o Grilo Falante, o gato Fígaro e a Fada Azul. Além disso,
o enredo também apresenta os vilões Raposão e Stromboly.
O evento é gratuito.
    Dirigida por Cezar Cavalcanti e Gugu Araújo, a peça,
premiada no Festival Brasileiro de Teatro, conta com cenários
e trilhas sonoras fantasiosas para que o imaginário do mundo
infantil floresça.
    Além do teatro, o público pode aproveitar ainda a
exposição “Olhares & Intenções”, do artista plástico
Carlos AOliveira. Segundo ele, as 33 telas são inspiradas no
 “Olho de Hórus” (uma visão concreta e factual) e retratam
olhos e olhares que traduzem a existência. A mostra está
em cartaz até o dia 14 de agosto.

Serviço 
41º Giro Cultural – Peça infantil “Pinóquio em: papai 
conta história”
Data: 08/08/2015
Horário: 12h
Local: Sala de Cultura Leila Diniz
Endereço: Rua Heitor Carrilho 81 – Centro de Niterói
ENTRADA GRATUITA



CCPJ Rio

 Visita Teatralizada na Maratona Cultural Cidade Olímpica



Um bom programa neste sábado, 8/8, é a edição especial das visitas teatralizadas, no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ Rio), que participa da Maratona Cultural Cidade Olímpica, em comemoração ao marco de um ano para o início dos jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Neste dia, excepcionalmente, às 14h, os ilustres personagens Justiniano, O Grande, e sua esposa Teodora, interpretados pelos atores Andrêas Gatto e Amanda Grimaldi, apresentam a história do Direito e do Rio em passeio pelo Antigo Palácio da Justiça.
O roteiro, que integra o programa Por Dentro do Palácioé gratuito e indicado para todas as idades. As senhas são distribuídas 15 minutos antes do início da visita, na entrada do Antigo Palácio da Justiça (Rua Dom Manuel, 29, Centro, RJ, tels.: 21 3133- 3366, 3133-3368).

A Visita
No passeio, os visitantes terão a chance de conhecer áreas nobres do Palácio, como: o Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, onde ocorre um inusitado julgamento, o Salão dos Passos Perdidos e o Tribunal Pleno, além de percorrer as instalações         do Centro Cultural, como a Sala de Acervo de Figurinos do Teatro na Justiça e a Sala Multiuso, projetada especialmente para receber peças de teatro, recitais de música, projeções de vídeos, construída na área do antigo calabouço do Antigo Palácio.
Criado em 2011, o programa Por Dentro do Palácio já recebeu mais de 11 mil pessoas de todas as idades e nacionalidades.

Serviço:
Dia 8/8, às 14h, Visita teatralizada com Justiniano e Teodora.
Antigo Palácio da Justiça (Rua Dom Manuel, 29, Centro, Rio, RJ, tels.: 21 3133- 3366, 3133-3368). 
Entrada franca, com senhas distribuídas 15 minutos antes do início da visita, na entrada do Antigo Palácio.
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos


Psicopinga na Ilha do Governador

Biblioteca da Ilha do Governador Euclides da Cunha 




Para você que gosta de rock, de boa música, teremos o show da banda Psicopinga na nossa querida biblioteca no dia 9 de agosto, às 16 horas, em honra à abertura de nossa querida biblioteca também aos domingos.
Como todas as atividades de nossa querida biblioteca, é de graça. É só vir, assistir e ser feliz.

Veja bem, para não se perder:

Dia 8 de agosto (sábado):

Troca de livros (das 10 às 16 horas);

Visita do ônibus Livros nas Praças, com distribuição de revistas em quadrinhos e brindes, das 10 às 14 horas.

Dia 9 de agosto (domingo):

Troca de livros (das 10 às 16 horas);

Palestra sobre os Celtas, com o grupo Gnosis Brasil, às 10 horas;

Contação de estórias com Myrian Stanchi, às 14 horas;

Gincanas e brincadeiras com o Professor Valdir Pereira Augusto e sua trupe, às 15 horas.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Criminologia

Emerj realiza palestra sobre criminologia
A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realiza nesta quarta, dia 5, das 9h30m às 12h, a palestra “Newsmaking criminology and the CSI myth effect” (o mito do efeito CSI na produção de notícias). O evento vai contar com a participação de Gregg Barak, doutor em Criminologia da Universidade da California.
A palestra é organizada pelo presidente do Fórum Permanente de Especialização e Atualização nas áreas do Direito e do Processo Penal, desembargador Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez.
Serviço
Palestra “Newsmaking criminology and the CSI myth effect”
Data: 05 de agosto, de 9h30m às 12h,
Local: auditório des. Paulo Roberto Leite Ventura, (Rua Dom Manuel nº 25 – 1º andar – Centro, RJ).


Homenagem a Betinho nesta quarta


Colégio Estadual Hebert de Souza lembra 80 anos de Betinho

Em lembrança ao patrono do Colégio Estadual Herbert de Souza, na Tijuca, que em 2015 completaria 80 anos, a unidade escolar realizará o Fórum Pedagógico "Herbert - 80 anos". O evento, que reunirá representantes de instituições públicas e privadas, tem o objetivo de fomentar ações colaborativas voltadas para o incentivo ao voluntariado. Na ocasião, será elaborado um plano de ação para motivar a doação (de sangue, medula, roupas, alimentos, entre outros). Durante o evento, que contará com a presença de Daniel Souza (filho do sociólogo), será definida a instituição que receberá os donativos arrecadados. 
 
Serviço

Data: 05 de agosto
Horário: 9h
Local: CE Herbert de Souza


Endereço: Rua: Barão de Itapagipe, nº 311, Tijuca

Deputado Celso Pansera

Contradições de Catta Preta

Julgo ser importante apontar algumas contradições existentes na entrevista da advogada Beatriz Catta Preta veiculada  pela TV Globo.
Em primeiro lugar, não existe coincidência de datas entre o requerimento da CPI para que ela comparecesse à comissão e o depoimento de Julio Camargo à Justiça Federal. O requerimento foi apresentado em 8 de julho, oito dias antes das acusações feitas pelo delator.
Em segundo: na ocasião em que anunciou sua saída do caso, a advogada afirmou que, uma vez que já estava encerrada a etapa de delações premiadas, não mais tinha interesse em prosseguir no rito processual.
Catta Preta saiu do país e reapareceu apenas depois da publicação de matéria da revista Veja (edição 2436, de 29 de julho) na qual são revelados detalhes de sua trajetória profissional e de sua vida pessoal, informações que não guardam qualquer relação com a CPI.
No dia 30, a advogada concedeu a entrevista à Globo, vitimizando-se e fazendo acusações à comissão sem qualquer embasamento.
A quem interessa conferir tamanha dimensão ao fato, tão comum, de um advogado deixar seu(s) cliente(s) no transcurso de um processo?
Tenho a convicção de que agora, mais do que nunca, Beatriz Catta Preta deva comparecer à CPI da Petrobras para esclarecer a origem de seus honorários, quem de fato a ameaça e os verdadeiros motivos que a levaram a abandonar a defesa de seus clientes.

Celso Pansera
Deputado Federal

Violência contra a mulher

'Semana da Justiça pela Paz em Casa' vai realizar 1.439 audiências para solucionar casos de violência contra mulher

Cerca de 1.439 audiências devem ser realizadas em todo o estado numa semana totalmente dedicada aos direitos da mulher vítima de violência doméstica. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) promove até sexta, dia 7, a segunda edição da “Semana da Justiça pela Paz em Casa”. A campanha, liderada pela ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), almeja resolver o maior número possível de casos de violência de gênero. Para isso, haverá um mutirão de audiências, acelerando os julgamentos dos crimes de violência contra a mulher em todo o estado do Rio.
A programação do TJRJ é coordenada pela juíza auxiliar da Presidência, Adriana Ramos de Mello. Segundo a magistrada, além das audiências, nesta segunda edição da campanha serão realizados oito julgamentos de crimes de feminicídio no Tribunal do Júri. A semana marca a celebração do aniversário de nove anos da Lei Maria da Penha.
Além da programação desenvolvida durante a semana da campanha, outros eventos serão realizados até o fim de agosto em todo o estado do Rio. Haverá uma edição da Ação Social no dia 15 de agosto, especialmente voltada para o tema. Representantes do Ministério Público, da Defensoria, da Polícia Civil e da Prefeitura do Rio vão fazer atendimentos às mulheres na Vila Olímpica Mané Garrincha, na Rua Carlos Seixas, s/n°, no bairro do Caju. Também serão oferecidos serviços de saúde e beleza.
No dia 19, o Departamento de Ações Pró-Sustentabilidade (Deape) do TJRJ vai promover um ciclo de palestra no Colégio Menezes Cortes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, sobre Educação e Igualdade de Gênero, buscando despertar, mobilizar e conscientizar crianças e jovens sobre a gravidade do tema.
Nos dias 20 e 21 de agosto será realizado um seminário internacional sobre Violência de Gênero e Feminicídio, reunindo autoridades da Espanha, Itália, Argentina, Chile e Brasil. O debate vai acontecer no Auditório Antônio Carlos Amorim, da Escola da Magistratura do Rio (Emerj), no 4° andar da Lâmina II do TJRJ.
Também há previsão de que, em novembro, seja realizada a terceira edição da “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, ainda com data a ser definida.
Juizados móveis em Campos
Até o fim do ano, o ônibus do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher vai circular por diferentes localidades do Norte Fluminense, intensificando suas atividades na região e atendendo mulheres com dificuldade de acesso à Justiça. A iniciativa faz parte das atividades da Justiça Pela Paz em Casa.
Nos dias 12 e 26 de agosto, o juizado móvel estará no Morro do Coco, na Rua Treze de Outubro, s/n°, Praça Nilo Peçanha, em Campos dos Goytacazes. Nos dias 16 e 30 de setembro, e 14 de outubro, será a vez do distrito de Tocos, também em Campos, receber o serviço. O ônibus vai estacionar na Praça José Martins de Oliveira, s/n°. Já o município de Carapebus será contemplado nos dias 28 de outubro, 11 e 25 de novembro, quando o juizado móvel estará na Estrada do Correio Imperial, n° 1.003, em Piteiras.
Números da primeira edição
Durante a primeira edição da “Semana da Justiça Pela Paz em Casa”, promovida de 9 a 13 de março, foram realizadas 1.091 audiências de instrução e julgamento, o que equivale a 83% do total agendado. Mais de 280 sentenças foram dadas em audiências, com 450 medidas protetivas deferidas durante a campanha. Também houve 21 julgamentos de crimes de feminicídio no Tribunal do Júri.

Audiências de custódias

TJRJ quer implantar audiências de custódias a partir de setembro
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) vai implantar, até setembro deste ano, o projeto piloto de audiência de custódia no Judiciário fluminense, garantindo a rápida apresentação do preso a um juiz nos casos de prisões em flagrante. Esta é previsão do desembargador Paulo Baldez, presidente do Grupo de Trabalho das Varas Criminais do TJRJ anunciada durante reunião com representantes do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).
O Grupo de Trabalho se reuniu com juízes criminais que foram convocados pelo presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho. O projeto Audiência de Custódia é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com tribunais do país.
“A ideia é que as audiências de custódia sejam realizadas nas instalações onde já funciona o plantão judiciário, de 2ª à 6ª feira, das 11 às 17 horas. Estamos fazendo uma obra de adequação, preparando duas salas de audiência. O local foi escolhido porque lá já existe uma estrutura carcerária, aprovada pela Diretoria-Geral de Segurança Institucional (DGSEI). No local há instalações para o MP, OAB-RJ e Defensoria Pública. A previsão é iniciarmos as audiências de custódia na segunda quinzena de setembro, a princípio na capital”, explicou o desembargador Baldez.
O presidente do Grupo de Trabalho ressaltou que o projeto vai atender apenas aos presos em flagrante, verificando a necessidade de o acusado ficar preso ou responder em liberdade.
“A audiência de custódia objetiva, exclusivamente, atender aos presos em flagrante, com sua apresentação imediata, talvez num prazo de 24 horas, para que o juiz, o promotor e o defensor público ou o advogado, verificar a legalidade da prisão e se ele tem condição de ser posto em liberdade ou não”, afirmou.
Na avaliação do desembargador, a audiência de custódia poderá reduzir o número de presos provisórios, que atualmente é de quase 19 dos 43 mil que compreendem o total da população carcerária no estado.
“É uma situação realmente grave, considerando que a capacidade do sistema carcerário não chega a 30 mil presos. Além disso, o preso provisório, muitas vezes entra pela primeira vez no sistema carcerário e acaba tendo uma situação de aprendiz de criminoso, o que é injustificado. Talvez, alguns desses presos provisórios poderiam estar em liberdade, sendo direcionados para uma rede credenciada de projetos sociais, de modo a promovermos sua reinserção na sociedade”, avaliou.
Na reunião, os representantes do Ministério Público, Rodrigo Baptista Pacheco e Andressa Duarte Cançado, e da OAB-RJ, Fernanda Lara Tórtima, ressaltaram a preocupação do conteúdo das audiências de custódia ser utilizado como instrumento de provas para um futuro processo. Para eles, a audiência tem que se encerrar nos seus objetivos, ou seja, avaliar se o preso em flagrante deve ser solto ou permanecer preso.
Também representando o MPRJ, o subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Institucionais e Judiciais, Ertulei Laureano Matos, confessou que, ao final da reunião, se convenceu sobre a importância do projeto, mas revelou que o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais não irá formalizar seu apoio na instalação das audiências de custódia nos tribunais de Justiça do país.
“O Ministério Público não é contra a audiência de custódia, mas por uma questão política, não vamos assinar o ato de sua criação nos tribunais. Em vários estados essa questão ainda tem que ser muito discutida. Vamos participar apoiando, porque, depois dessa reunião, confesso que saio daqui convencido da importância do projeto para o Judiciário fluminense”, confessou.
Pela Defensoria Pública, Rodrigo Baptista Pacheco, segundo subdefensor público-geral do Rio de Janeiro, elogiou a iniciativa do TJRJ. “Considero um avanço civilizatório a implantação das audiências de custódia, que é nossa prioridade”, ressaltou.
Participaram, ainda da reunião a juíza auxiliar da corregedoria-geral da Justiça, Daniella Alvarez Prado, as juízas Marcela Assad Caram e Lúcia Regina Esteves de Magalhães, a diretora-geral de Apoio aos Órgãos Jurisdicionais (DGJUR), Alessandra Anátocles, o diretor-geral de Desenvolvimento Institucional (DGDIN), João Fernando Coelho. O Grupo de Trabalho Criminal é integrado, ainda, pela desembargadora Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes, pela juíza auxiliar da presidência, Maria Tereza Donatti e pelo juiz Marcello de Sá Baptista.