Mauricio Figueiredo
Educação, recursos humanos e o melhor do et cetera
terça-feira, 16 de março de 2010
Show na Lapa
TRANSPORTE DO IMAGINÁRIO - Show com o cantor e compositor Luis Alexandre (voz e violão). Sexta feira, dia 19/março, 20h, no Teatro Niño de Artes - Praça João Pessoa, 2-B, Lapa. Couvert: R$ 5.
Educação de Qualidade
CAQi será referência
em Seminário Internacional
sobre Educação de Qualidade
Um dos principais temas do I Seminário Internacional sobre Educação de Qualidade da CGE (Campanha Global pela Educação) será o debate em torno da metodologia do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), estudo pioneiro desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e que calcula os custos de uma educação pública de qualidade. Durante o evento será lançada uma publicação em inglês que descreve a metodologia do estudo.
O Seminário acontece entre 15 e 17 de março e será realizado no Cesar Park Hotel, na Rodovia Hélio Smidt, sem número, nas imediações do aeroporto de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Proposto e organizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o evento acontece em parceria com a CGE e com apoio da Internacional da Educação.
Participarão representantes de campanhas de educação da África, América Latina, Ásia, Europa e América do Norte, além de organizações não-governamentais internacionais. Um dos objetivos é promover o intercâmbio de experiências entre as diferentes regiões do mundo e indicar soluções para a melhoria da qualidade da educação. Para isso, a CGE está preparando um material de orientações com a intenção de direcionar o debate. O documento contém duas partes: a primeira traz uma análise crítica sobre os conceitos de qualidade na educação em debate e a segunda procura identificar os desafios existentes em cada contexto nacional, propondo meios e alternativas para superá-los.
Para o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro da direção da CGE, Daniel Cara, o evento representa uma iniciativa decisiva no âmbito da Campanha Global pela Educação em torno do debate da qualidade. “Será um primeiro passo. Trata-se de um evento estratégico na definição de alternativas de incidência da sociedade civil global em torno do desafio mundial de melhoria da qualidade na educação”, afirma.
em Seminário Internacional
sobre Educação de Qualidade
Um dos principais temas do I Seminário Internacional sobre Educação de Qualidade da CGE (Campanha Global pela Educação) será o debate em torno da metodologia do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), estudo pioneiro desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e que calcula os custos de uma educação pública de qualidade. Durante o evento será lançada uma publicação em inglês que descreve a metodologia do estudo.
O Seminário acontece entre 15 e 17 de março e será realizado no Cesar Park Hotel, na Rodovia Hélio Smidt, sem número, nas imediações do aeroporto de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Proposto e organizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o evento acontece em parceria com a CGE e com apoio da Internacional da Educação.
Participarão representantes de campanhas de educação da África, América Latina, Ásia, Europa e América do Norte, além de organizações não-governamentais internacionais. Um dos objetivos é promover o intercâmbio de experiências entre as diferentes regiões do mundo e indicar soluções para a melhoria da qualidade da educação. Para isso, a CGE está preparando um material de orientações com a intenção de direcionar o debate. O documento contém duas partes: a primeira traz uma análise crítica sobre os conceitos de qualidade na educação em debate e a segunda procura identificar os desafios existentes em cada contexto nacional, propondo meios e alternativas para superá-los.
Para o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro da direção da CGE, Daniel Cara, o evento representa uma iniciativa decisiva no âmbito da Campanha Global pela Educação em torno do debate da qualidade. “Será um primeiro passo. Trata-se de um evento estratégico na definição de alternativas de incidência da sociedade civil global em torno do desafio mundial de melhoria da qualidade na educação”, afirma.
Oficina de Comunicação Interna
Oficina de Comunicação Interna
Rio de Janeiro
Baseado numa fundamentação prática das atividades de comunicação interna desenvolvidas em várias empresas de diversos segmentos, o participante aprenderá como construir a imagem de um profissional dinâmico, confiável e alinhado às principais necessidades do mercado. Destinado a profissionais e estudantes de comunicação, o curso visa a preparar o seu público para os desafios diários das áreas de criação e produção das agências de comunicação ou de gestão da comunicação interna nas grandes empresas brasileiras.
Quando
24 a 25 de abril
Sábado (de 9h às 18h) e domingo (de 9h às 13h)
Ministrante
Fábio Bouéri, jornalista com especialização em Marketing
Mais informações e inscrições
http://migre.me/lIy1
Rio de Janeiro
Baseado numa fundamentação prática das atividades de comunicação interna desenvolvidas em várias empresas de diversos segmentos, o participante aprenderá como construir a imagem de um profissional dinâmico, confiável e alinhado às principais necessidades do mercado. Destinado a profissionais e estudantes de comunicação, o curso visa a preparar o seu público para os desafios diários das áreas de criação e produção das agências de comunicação ou de gestão da comunicação interna nas grandes empresas brasileiras.
Quando
24 a 25 de abril
Sábado (de 9h às 18h) e domingo (de 9h às 13h)
Ministrante
Fábio Bouéri, jornalista com especialização em Marketing
Mais informações e inscrições
http://migre.me/lIy1
Educação a distância discriminada
ACED notifica Ministério Público
por discriminação contra a Educação a Distância
A Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância (Aced) notificou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por discriminação contra a Educação a Distância (EAD). A medida extrajudicial foi adotada depois que o Conselho Nacional baixou uma norma sobre cursos de pós-graduação a distância na área jurídica, que até então eram considerados atividade jurídica para os candidatos preencherem requisitos exigidos aos concursos do Ministério Público.
Por meio da Resolução 40, de 26 de maio de 2009, segundo o seu Artigo 2.º, Inciso 1.º “os cursos referidos no caput deste artigo deverão ser presenciais (...)”. Ou seja, proibiu-se que os cursos de pós-graduação jurídica a distância fossem considerados como aptos a ser computados como atividade jurídica.
Para o ex-Ministro da Educação e atual Presidente da Aced, Carlos Alberto Chiarelli, essa decisão do Conselho Nacional do Ministério Público visivelmente rema contra toda a maré de avanços da educação. “Essa atitude discriminatória é inexplicável. A ação do CNMP é inconstitucional, uma vez que os títulos da EAD são de igual valia aos presenciais, segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Base) da Educação. Essa Resolução traz grandes danos para os candidatos ao MP, expondo a um inaceitável risco de contaminação danosa, com tal preconceito, a imagem do Ensino a Distância”, explica.
Chiarelli comenta que o Conselho Nacional de Justiça, que, por sua vez, regulamenta os concursos públicos dos juízes brasileiros, não faz distinção entre o Ensino a Distância e o presencial nos seus concursos, para fins de avaliação dos títulos dos candidatos. “Os cursos a distância, desde que reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação, têm plena validade para todos os fins legais. O diploma gera os mesmos efeitos e direitos de um curso realizado pelo método presencial. A EAD é válida e primordial para o país e é também uma grande aposta atual e, seguramente, para o futuro. É uma pena que alguns ainda não se apercebam de algo tão óbvio, especialmente quando se trata um colegiado do nível do Conselho Nacional do Ministério Público”, destaca.
O ex-Ministro afirma que a Associação deu 60 dias para o CNMP se pronunciar sobre a notificação. Caso isso não ocorra, a Aced deverá tomar outro caminho que a Lei assegure sobre o assunto, reservando direitos e conquistas da Educação a Distância.
Perfil ACED
A ACED (Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância) foi criada para abrigar as instituições que atuam nas áreas que participam do processo viabilização do sistema educativo a distância. Esta entidade engloba um expressivo número de instituições brasileiras de setores como universidades, escolas, editoras, produtoras de vídeo, empresas de informática, agências de publicidade e marketing, transportadoras, ONGs educacionais, entre outros. O objetivo é alavancar, cada vez mais, as ações em prol da Educação a Distância (EAD). Mais informações sobre a ACED podem ser obtidas no site www.aced.org.br
por discriminação contra a Educação a Distância
A Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância (Aced) notificou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por discriminação contra a Educação a Distância (EAD). A medida extrajudicial foi adotada depois que o Conselho Nacional baixou uma norma sobre cursos de pós-graduação a distância na área jurídica, que até então eram considerados atividade jurídica para os candidatos preencherem requisitos exigidos aos concursos do Ministério Público.
Por meio da Resolução 40, de 26 de maio de 2009, segundo o seu Artigo 2.º, Inciso 1.º “os cursos referidos no caput deste artigo deverão ser presenciais (...)”. Ou seja, proibiu-se que os cursos de pós-graduação jurídica a distância fossem considerados como aptos a ser computados como atividade jurídica.
Para o ex-Ministro da Educação e atual Presidente da Aced, Carlos Alberto Chiarelli, essa decisão do Conselho Nacional do Ministério Público visivelmente rema contra toda a maré de avanços da educação. “Essa atitude discriminatória é inexplicável. A ação do CNMP é inconstitucional, uma vez que os títulos da EAD são de igual valia aos presenciais, segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Base) da Educação. Essa Resolução traz grandes danos para os candidatos ao MP, expondo a um inaceitável risco de contaminação danosa, com tal preconceito, a imagem do Ensino a Distância”, explica.
Chiarelli comenta que o Conselho Nacional de Justiça, que, por sua vez, regulamenta os concursos públicos dos juízes brasileiros, não faz distinção entre o Ensino a Distância e o presencial nos seus concursos, para fins de avaliação dos títulos dos candidatos. “Os cursos a distância, desde que reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação, têm plena validade para todos os fins legais. O diploma gera os mesmos efeitos e direitos de um curso realizado pelo método presencial. A EAD é válida e primordial para o país e é também uma grande aposta atual e, seguramente, para o futuro. É uma pena que alguns ainda não se apercebam de algo tão óbvio, especialmente quando se trata um colegiado do nível do Conselho Nacional do Ministério Público”, destaca.
O ex-Ministro afirma que a Associação deu 60 dias para o CNMP se pronunciar sobre a notificação. Caso isso não ocorra, a Aced deverá tomar outro caminho que a Lei assegure sobre o assunto, reservando direitos e conquistas da Educação a Distância.
Perfil ACED
A ACED (Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância) foi criada para abrigar as instituições que atuam nas áreas que participam do processo viabilização do sistema educativo a distância. Esta entidade engloba um expressivo número de instituições brasileiras de setores como universidades, escolas, editoras, produtoras de vídeo, empresas de informática, agências de publicidade e marketing, transportadoras, ONGs educacionais, entre outros. O objetivo é alavancar, cada vez mais, as ações em prol da Educação a Distância (EAD). Mais informações sobre a ACED podem ser obtidas no site www.aced.org.br
Inglês em Vancouver
CI leva adolescentes
para estudar inglês
em Vancouver
Serão três semanas de programa, passeios e muita diversão
São Paulo, 16 de março – A CI, empresa de intercâmbio e turismo jovem do país, já está com as inscrições abertas para o mês de Julho do Grupo Oficial de Intercâmbio Teen para Vancouver, no Canadá.
Podem participar estudantes com idade entre 14 e 17 anos. Serão 20 horas de aula por semana na escola canadense mais popular da região, a Berlitz. Esse programa inclui translados de ida e volta, acomodação na cidade, em casa de família, quarto duplo, que pode ser dividido com outro estudante estrangeiro e/ou um brasileiro e, ainda, pensão completa (café, lanche no almoço e jantar).
O Intercâmbio Teen é a opção perfeita para os jovens que querem ter uma vivência no exterior. Como é preparado especialmente para adolescentes, é possível aprender um idioma, conhecer pessoas de todo o mundo e conhecer uma cultura diferente, sempre com muita diversão.
Atividades em Vancouver (06/07/10 a 25/07/10):
Para mais informações, entre em contato com a CI São Paulo/SP (11) 3677-3600, Rio de Janeiro/RJ (21) 2512-6171, Porto Alegre/RS (51) 3346-4654, Brasília/DF (61) 3340-2040, Goiânia/GO (62) 3093-4353, ou acesse www.ci.com.br, para mais endereços.
para estudar inglês
em Vancouver
Serão três semanas de programa, passeios e muita diversão
São Paulo, 16 de março – A CI, empresa de intercâmbio e turismo jovem do país, já está com as inscrições abertas para o mês de Julho do Grupo Oficial de Intercâmbio Teen para Vancouver, no Canadá.
Podem participar estudantes com idade entre 14 e 17 anos. Serão 20 horas de aula por semana na escola canadense mais popular da região, a Berlitz. Esse programa inclui translados de ida e volta, acomodação na cidade, em casa de família, quarto duplo, que pode ser dividido com outro estudante estrangeiro e/ou um brasileiro e, ainda, pensão completa (café, lanche no almoço e jantar).
O Intercâmbio Teen é a opção perfeita para os jovens que querem ter uma vivência no exterior. Como é preparado especialmente para adolescentes, é possível aprender um idioma, conhecer pessoas de todo o mundo e conhecer uma cultura diferente, sempre com muita diversão.
Atividades em Vancouver (06/07/10 a 25/07/10):
Para mais informações, entre em contato com a CI São Paulo/SP (11) 3677-3600, Rio de Janeiro/RJ (21) 2512-6171, Porto Alegre/RS (51) 3346-4654, Brasília/DF (61) 3340-2040, Goiânia/GO (62) 3093-4353, ou acesse www.ci.com.br, para mais endereços.
quinta-feira, 11 de março de 2010
O drama da perda gestacional
A sociedade não dignifica o luto das mulheres que perdem um filho ainda no ventre. É uma dor solitária que destrói vidas. Depois de sofrer dois abortos espontâneos, Maria Manuela Pontes fundou, em Portugal, uma associação que apóia as mulheres vítimas de perda gestacional e publicou o livro Maternidade Interrompida – o drama da perda gestacional, lançado em 2009 pela Editora Ágora. Entre os dias 20 e 28 de março, ela estará no Brasil para tentar encontrar colaboradores e um espaço físico para criar aqui um núcleo de seu projeto.
A Associação Projecto Artémis nasceu como um grupo de apoio na internet, com o intuito de ajudar as mulheres vítimas de perda gestacional. “Em questão de dias, uma enorme quantidade de mulheres entrou em contato comigo”, conta Manuela. A partir daí, a Artémis começou a crescer e é hoje uma das maiores organizações não governamentais na área. Possui uma sede física em Braga e núcleos espalhados em Portugal onde é oferecida terapia de grupo.
Maria Manuela Pontes nasceu em Chaves, Portugal, em 1971. Licenciada em Humanidades no ano de 1999, passou a lecionar Português e Latim em várias instituições públicas e privadas, profissão que exerce ainda hoje. Casou-se em 1997 e travou uma luta pela maternidade durante três anos. Para coroar sua luta, Manuela deu à luz Vitória, em 2002, e Mateus, em 2006.
A Associação Projecto Artémis nasceu como um grupo de apoio na internet, com o intuito de ajudar as mulheres vítimas de perda gestacional. “Em questão de dias, uma enorme quantidade de mulheres entrou em contato comigo”, conta Manuela. A partir daí, a Artémis começou a crescer e é hoje uma das maiores organizações não governamentais na área. Possui uma sede física em Braga e núcleos espalhados em Portugal onde é oferecida terapia de grupo.
Maria Manuela Pontes nasceu em Chaves, Portugal, em 1971. Licenciada em Humanidades no ano de 1999, passou a lecionar Português e Latim em várias instituições públicas e privadas, profissão que exerce ainda hoje. Casou-se em 1997 e travou uma luta pela maternidade durante três anos. Para coroar sua luta, Manuela deu à luz Vitória, em 2002, e Mateus, em 2006.
terça-feira, 9 de março de 2010
Um menino dentro de mim
Revi o vídeo completo do Brasil e Itália da Copa de 70.
Nos bate papos de botequim e das redações de jornais sempre afirmei que a seleção de 58 é a maior de todos os tempos, embora nunca tivesse visto jogar pessoalmente (apenas via o jogo nas transmissões de Valdir Amaral - é como se estivesse à beira do gramado).
Ouvi pelo rádio a decisão de Brasil 5 Suécia 2. Mas, como diz o poeta Candeia: "Cego é quem vê só até aonde a vista alcança".
De 58 restam trechos do jogo decisivo em preto e branco e é o bastante. Um Pelé genial e um Garrincha magistral são recordações felizes da infância.
Mas, voltemos a 70. O jogo editado com os melhores lances é uma coisa. Mostra uma seleção irresistível. Já a partida na íntegra é outra história. O primeiro tempo é morno, terminando empatado em 1 a 1. No segundo, vê-se Pelé, o Rei do Futebol, como um cabeça de bagre, bater duas faltas, jogando a bola na arquibancada. Rivelino também comete os seus deslises, com chutes bisonhos.
Quando você acha que aquela seleção não é de nada, surpreendentemente ela começa a realizar jogadas magistrais, que ficam presas em nossa retina.
Como toda obra de gênios, é uma seleção com face humana. Parece que os erros acumulados durante a partida eram apenas ensio de uma orquestra, que tão logo afinados os instrumentos iria encher o estádio com o som de uma música inebriante.
E o Brasil chega aos 4 a 1 encantando os mexicanos de Jalisco e telespectadores no mundo.
Já 58 não tem filme - pelo menos que eu saiba - da decisão final. Mas quando se reúne Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos e tantos outros, não é preciso ver pra crer.
É sem dúvida a melhor Seleção de todos os tempos. Quem diz é um menino dentro de mim.
Nos bate papos de botequim e das redações de jornais sempre afirmei que a seleção de 58 é a maior de todos os tempos, embora nunca tivesse visto jogar pessoalmente (apenas via o jogo nas transmissões de Valdir Amaral - é como se estivesse à beira do gramado).
Ouvi pelo rádio a decisão de Brasil 5 Suécia 2. Mas, como diz o poeta Candeia: "Cego é quem vê só até aonde a vista alcança".
De 58 restam trechos do jogo decisivo em preto e branco e é o bastante. Um Pelé genial e um Garrincha magistral são recordações felizes da infância.
Mas, voltemos a 70. O jogo editado com os melhores lances é uma coisa. Mostra uma seleção irresistível. Já a partida na íntegra é outra história. O primeiro tempo é morno, terminando empatado em 1 a 1. No segundo, vê-se Pelé, o Rei do Futebol, como um cabeça de bagre, bater duas faltas, jogando a bola na arquibancada. Rivelino também comete os seus deslises, com chutes bisonhos.
Quando você acha que aquela seleção não é de nada, surpreendentemente ela começa a realizar jogadas magistrais, que ficam presas em nossa retina.
Como toda obra de gênios, é uma seleção com face humana. Parece que os erros acumulados durante a partida eram apenas ensio de uma orquestra, que tão logo afinados os instrumentos iria encher o estádio com o som de uma música inebriante.
E o Brasil chega aos 4 a 1 encantando os mexicanos de Jalisco e telespectadores no mundo.
Já 58 não tem filme - pelo menos que eu saiba - da decisão final. Mas quando se reúne Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos e tantos outros, não é preciso ver pra crer.
É sem dúvida a melhor Seleção de todos os tempos. Quem diz é um menino dentro de mim.
Chutão na arquibancada
É preciso que entenda que não precisamos ser brilhantes sempre. Como o verdadeiro craque, cometemos erros a todo momento. Eles servem como ensaio para o nosso aperfeiçoamento, até que no momento certo estejamos em condições de mostrar o nosso jogo e desse modo rendermos tudo o que somos capazes. É preciso paciência e muita dedicação ao que fazemos. Os resultados surgirão naturalmente.
De vez em quando, um chutão para a arquibancada faz parte do jogo da vida.
De vez em quando, um chutão para a arquibancada faz parte do jogo da vida.
Paulo Nathanael
A Academia Brasileira de Educação (ABE) empossa nesta quarta-feira, 10 de março, às 17 horas, na Fundação Cesgranrio, o professor Paulo Nathanael Pereira de Souza, para a cadeira nº 26, que foi ocupada pelo educador e jornalista Eurípides Pereira, tendo como patrono o crítico literário José Veríssimo.
Paulo Nathanael é educador e, além de autor de extensa bibliografia sobre educação e cultura, ocupou cargos públicos, com destaque para as secretarias de Educação e de Cultura de São Paulo. Foi, ainda, presidente do Conselho Federal de Educação (hoje, Nacional); superintendente geral da Fundação Bienal de São Paulo; diretor e curador de diversas fundações como a Padre Anchieta de Rádio e Televisão; a de Ciências Aplicadas e da Faculdade de Medicina; e reitor de universidades.
Paulo Nathanael é educador e, além de autor de extensa bibliografia sobre educação e cultura, ocupou cargos públicos, com destaque para as secretarias de Educação e de Cultura de São Paulo. Foi, ainda, presidente do Conselho Federal de Educação (hoje, Nacional); superintendente geral da Fundação Bienal de São Paulo; diretor e curador de diversas fundações como a Padre Anchieta de Rádio e Televisão; a de Ciências Aplicadas e da Faculdade de Medicina; e reitor de universidades.
A linguagem da empatia
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Por meio de técnicas simples e eficazes, a psicóloga Dina Azrak mostra de que forma podemos utilizar a linguagem da empatia no cotidiano para lidar com os filhos. Os pais vão aprender a: usar uma linguagem específica para falar com os filhos; exprimir seus sentimentos de forma respeitosa; entender o que os filhos estão sentindo; criar alternativas à crítica; incentivar a autonomia nas crianças; evitar os rótulos; e, principalmente, agir calmamente quando nada mais parece funcionar.
Educar os filhos nunca foi tarefa tão desafiadora como nos dias de hoje, em que imperam a violência, o estresse e o excesso de trabalho. Nesse ritmo de vida, amor, bom senso e dedicação não bastam para garantir o bom relacionamento entre pais e filhos. Além de todos esses elementos, é necessário um ingrediente especial: a empatia. Basicamente ela pressupõe colocar-se no lugar da criança e compreender seus sentimentos. Para a psicóloga Dina Azrak, os pais modernos precisam vencer esse desafio para estabelecer com os filhos uma relação de respeito e companheirismo. No livro A linguagem da empatia – Métodos simples e eficazes para lidar com seu filho (104 p., R$ 29,90), lançamento da Summus Editorial, ela mostra de que forma os pais podem utilizar a linguagem da empatia no cotidiano. A obra traz sugestões práticas que garantem relações pautadas pelo respeito, valorização, autonomia e cooperação.
A nova linguagem, adotada pela psicóloga como base de seu trabalho, foi desenvolvida pelo terapeuta infantil e educador Haim Ginott, cujos livros revolucionaram o relacionamento entre pais e filhos. “A linguagem da empatia baseia-se apenas em comunicar-se com as crianças de maneira atenciosa, demonstrando compreensão, evitando as avaliações e os julgamentos”, explica a autora. Para ela, os pais não devem impor respeito e sim fazer-se respeitar.
Baseada em sua experiência na realização de workshops de orientação de pais, a autora reuniu no livro exemplos que mostram situações de conflito entre pais e filhos. A partir das histórias, típicas da vida urbana, que conta no início de cada capítulo, ela aponta os erros dos pais e em seguida sugere a utilização de gestos e frases positivas para melhorar a saúde emocional da família. “A empatia é uma atitude eficiente para harmonizar a comunicação entre pais e filhos”, complementa.
Por meio de técnicas simples e eficazes, a autora mostra as diretrizes para um bom convívio familiar como, por exemplo, exprimir os sentimentos de forma respeitosa, entender o que o filho está sentindo e resolver conflitos de forma pacífica. “Nesses anos todos em que atendi famílias em meu consultório, constatei que está faltando aos pais o dom de escutar os filhos”, afirma a psicóloga. O resultado, diz ela, são as discussões e o distanciamento emocional.
Será que as crianças só aprendem com castigos? Para a psicóloga,
disciplina não é sinônimo de punição. No capítulo “Castigo, não! Resolvendo conflitos de forma pacífica”, ela diz que é possível encontrar alternativas eficientes ao castigo e explica que opções mais educativas devem começar com a definição clara de limites. “Precisamos informar à criança o que constitui uma conduta inadmissível e qual comportamento substituto será aceito”, afirma a autora.
Dividido em seis capítulos, o livro aborda também o papel dos elogios na formação da personalidade da criança, as alternativas construtivas à crítica, substituindo o julgamento pela orientação, e a importância de incentivar a autonomia e de evitar os rótulos. A obra traz ainda dicas práticas e valiosas para as ocasiões em que nada mais parece funcionar. O primeiro passo, segundo a autora, é respirar fundo, contar até dez e não perder a calma. “Ao treinar as habilidades expostas no livro, os pais irão, aos poucos, atingir um estado de serenidade que lhes permitirá lidar melhor com os conflitos diários”, conclui.
A autora
Dina Azrak é psicóloga especializada em orientar os pais na comunicação com crianças e adolescentes. Em seu consultório, tem a oportunidade de acompanhar e ajudar muitas famílias a transformar seu dia a dia para melhor. Por meio da linguagem da empatia – base de todo o seu trabalho –, hostilidade e brigas são substituídas por cooperação e afeto. Impasses e incertezas dão lugar ao carinho e à resolução de problemas em conjunto. É cotradutora dos seguintes livros de Adele Faber e Elaine Mazlish: Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar (Summus, 2003), Como falar para o aluno aprender (Summus, 2005) e Irmãos sem rivalidade (Summus, 2009).
Título: A linguagem da empatia – Métodos simples e eficazes para lidar com seu filho
Autora: Dina Azrak
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 29,90
Páginas: 104
ISBN: 978-85-323-0652-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
Educar os filhos nunca foi tarefa tão desafiadora como nos dias de hoje, em que imperam a violência, o estresse e o excesso de trabalho. Nesse ritmo de vida, amor, bom senso e dedicação não bastam para garantir o bom relacionamento entre pais e filhos. Além de todos esses elementos, é necessário um ingrediente especial: a empatia. Basicamente ela pressupõe colocar-se no lugar da criança e compreender seus sentimentos. Para a psicóloga Dina Azrak, os pais modernos precisam vencer esse desafio para estabelecer com os filhos uma relação de respeito e companheirismo. No livro A linguagem da empatia – Métodos simples e eficazes para lidar com seu filho (104 p., R$ 29,90), lançamento da Summus Editorial, ela mostra de que forma os pais podem utilizar a linguagem da empatia no cotidiano. A obra traz sugestões práticas que garantem relações pautadas pelo respeito, valorização, autonomia e cooperação.
A nova linguagem, adotada pela psicóloga como base de seu trabalho, foi desenvolvida pelo terapeuta infantil e educador Haim Ginott, cujos livros revolucionaram o relacionamento entre pais e filhos. “A linguagem da empatia baseia-se apenas em comunicar-se com as crianças de maneira atenciosa, demonstrando compreensão, evitando as avaliações e os julgamentos”, explica a autora. Para ela, os pais não devem impor respeito e sim fazer-se respeitar.
Baseada em sua experiência na realização de workshops de orientação de pais, a autora reuniu no livro exemplos que mostram situações de conflito entre pais e filhos. A partir das histórias, típicas da vida urbana, que conta no início de cada capítulo, ela aponta os erros dos pais e em seguida sugere a utilização de gestos e frases positivas para melhorar a saúde emocional da família. “A empatia é uma atitude eficiente para harmonizar a comunicação entre pais e filhos”, complementa.
Por meio de técnicas simples e eficazes, a autora mostra as diretrizes para um bom convívio familiar como, por exemplo, exprimir os sentimentos de forma respeitosa, entender o que o filho está sentindo e resolver conflitos de forma pacífica. “Nesses anos todos em que atendi famílias em meu consultório, constatei que está faltando aos pais o dom de escutar os filhos”, afirma a psicóloga. O resultado, diz ela, são as discussões e o distanciamento emocional.
Será que as crianças só aprendem com castigos? Para a psicóloga,
disciplina não é sinônimo de punição. No capítulo “Castigo, não! Resolvendo conflitos de forma pacífica”, ela diz que é possível encontrar alternativas eficientes ao castigo e explica que opções mais educativas devem começar com a definição clara de limites. “Precisamos informar à criança o que constitui uma conduta inadmissível e qual comportamento substituto será aceito”, afirma a autora.
Dividido em seis capítulos, o livro aborda também o papel dos elogios na formação da personalidade da criança, as alternativas construtivas à crítica, substituindo o julgamento pela orientação, e a importância de incentivar a autonomia e de evitar os rótulos. A obra traz ainda dicas práticas e valiosas para as ocasiões em que nada mais parece funcionar. O primeiro passo, segundo a autora, é respirar fundo, contar até dez e não perder a calma. “Ao treinar as habilidades expostas no livro, os pais irão, aos poucos, atingir um estado de serenidade que lhes permitirá lidar melhor com os conflitos diários”, conclui.
A autora
Dina Azrak é psicóloga especializada em orientar os pais na comunicação com crianças e adolescentes. Em seu consultório, tem a oportunidade de acompanhar e ajudar muitas famílias a transformar seu dia a dia para melhor. Por meio da linguagem da empatia – base de todo o seu trabalho –, hostilidade e brigas são substituídas por cooperação e afeto. Impasses e incertezas dão lugar ao carinho e à resolução de problemas em conjunto. É cotradutora dos seguintes livros de Adele Faber e Elaine Mazlish: Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar (Summus, 2003), Como falar para o aluno aprender (Summus, 2005) e Irmãos sem rivalidade (Summus, 2009).
Título: A linguagem da empatia – Métodos simples e eficazes para lidar com seu filho
Autora: Dina Azrak
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 29,90
Páginas: 104
ISBN: 978-85-323-0652-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
sexta-feira, 5 de março de 2010
Pais e Filhos
Às vezes usamos palavras duras, que machucam o próximo e a nós mesmos. É como pai da canção de Cat Stevens, em um aparente choque de geração com o filho (Fathers e Sons).
O que o pai tenta dizer de maneira enfática e não é bem compreendido pelo filho, é que leve em conta um pouco a sua experiência.
O pai quer o melhor para o filho, mas este tem outra visão de mundop e insiste em seguir o seu próprio caminho.
O filho que ir para a guerra do mundo. O pai fala que há um outro caminho em que as coisas podem ser feitas com maior naturalidade.
O clipe da música é um velho fumando seu cachimbo e que joga xadrez com uma menina, que parece ser a neta.
Em contraponto com o diálogo intenso de pai e filho, o velho e a criança formam uma dupla harmônica onde não há mais choque. Aqui há o entendimento pleno entre o velho e o novo.
A fumaça do cachimbo e as rugas do velho diante da menina compenetrada.
Não há palavras. Há apenas a disputa do jogo de xadrez em que as peças não guerreiam apenas dançam, pacificamente.
O jogo não tem vencedor. Os vitoriosos são o velho e a menina que eliminaram o conflito.
Há uma atmosfera de amor e há paz porque há amor.
No conflito de pai e filho há aparentemente uma atmosfera de conflito, mas os conselhos do velho pai - indiferente ao certo ou errado do que diz - apesar do clima tenso, não consegue esconder o amor ao filho.
Ao retrucar, o filho também fala de suas verdades - indiferente ao certo ou errado -. São as suas verdades.
O velho diz: "Sou velho, mas não sou tolo".
E mais aionda: "Sou veloho, mas sou feliz".
Felicidade é só o que deseja para o filho.
O que o pai tenta dizer de maneira enfática e não é bem compreendido pelo filho, é que leve em conta um pouco a sua experiência.
O pai quer o melhor para o filho, mas este tem outra visão de mundop e insiste em seguir o seu próprio caminho.
O filho que ir para a guerra do mundo. O pai fala que há um outro caminho em que as coisas podem ser feitas com maior naturalidade.
O clipe da música é um velho fumando seu cachimbo e que joga xadrez com uma menina, que parece ser a neta.
Em contraponto com o diálogo intenso de pai e filho, o velho e a criança formam uma dupla harmônica onde não há mais choque. Aqui há o entendimento pleno entre o velho e o novo.
A fumaça do cachimbo e as rugas do velho diante da menina compenetrada.
Não há palavras. Há apenas a disputa do jogo de xadrez em que as peças não guerreiam apenas dançam, pacificamente.
O jogo não tem vencedor. Os vitoriosos são o velho e a menina que eliminaram o conflito.
Há uma atmosfera de amor e há paz porque há amor.
No conflito de pai e filho há aparentemente uma atmosfera de conflito, mas os conselhos do velho pai - indiferente ao certo ou errado do que diz - apesar do clima tenso, não consegue esconder o amor ao filho.
Ao retrucar, o filho também fala de suas verdades - indiferente ao certo ou errado -. São as suas verdades.
O velho diz: "Sou velho, mas não sou tolo".
E mais aionda: "Sou veloho, mas sou feliz".
Felicidade é só o que deseja para o filho.
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